A Honda reconheceu que as fortes vibrações enfrentadas pela Aston Martin continuam sendo um dos principais desafios da parceria, após os abandonos de Fernando Alonso e Lance Stroll no Grande Prêmio da China, segunda etapa da temporada 2026 da Fórmula 1.
Desistências precoces em Xangai
Stroll deixou a prova na nona volta devido a um possível problema na bateria. Alonso recolheu o carro 21 voltas antes da bandeirada, alegando desconforto provocado pelas oscilações do monoposto. Imagens de câmera onboard mostraram o espanhol soltando o volante em vários momentos para aliviar o impacto.
Preocupação antiga
O tema já havia sido levantado por Adrian Newey na abertura do campeonato, na Austrália, quando o chefe de equipe relatou que ambos os pilotos temiam danos permanentes nos nervos por causa das vibrações excessivas.
Pronunciamento da fornecedora
Após a corrida, o engenheiro-chefe Shintaro Orihara divulgou comunicado admitindo frustração com o duplo abandono. Segundo ele, os sete carros que não terminaram a prova demonstram a complexidade do novo regulamento técnico de 2026, mas isso “não serve de desculpa” para a confiabilidade da unidade de potência japonesa.
Alguns avanços, mas problema persiste
Orihara destacou pontos positivos: a equipe percorreu mais quilômetros do que em Melbourne e apresentou melhor confiabilidade no formato sprint. No entanto, a combinação carro-motor ainda não completou a distância total de uma corrida. Ele acrescentou que houve progresso no lado dos sistemas, porém o conforto dos pilotos segue comprometido.
Investigações em andamento
A Honda trabalha em conjunto com a HRC Sakura e com a Aston Martin para identificar a falha que tirou Stroll da disputa. A fabricante prioriza encontrar uma solução antes da próxima etapa, marcada para o Japão.
Com informações de Autoracing



