Jonathan Wheatley, chefe da Audi F1, rebateu nesta segunda-feira (16 de março de 2026) as declarações de Max Verstappen contra as regras técnicas introduzidas nesta temporada. Para o dirigente, o holandês só demonstra insatisfação porque a Red Bull atravessa “uma fase difícil” de desempenho e confiabilidade.
Red Bull em crise técnica
Após o Grande Prêmio da China, Verstappen soma apenas um ponto no campeonato. No fim de semana em Xangai, largou em oitavo tanto na corrida sprint quanto na prova principal; terminou a sprint em nono e abandonou a corrida dominical enquanto ocupava a sexta posição devido a uma falha na unidade de potência do RB22. Já são duas quebras de motor em dois GPs — uma com Ayumu Hadjar e outra com o próprio tetracampeão.
O cenário contrasta com o domínio obtido entre 2021 e 2025, quando o holandês acumulou 61 vitórias. Diante das dificuldades, Verstappen criticou duramente o novo conjunto híbrido, que divide igualmente a geração de energia entre o motor a combustão e o sistema elétrico. Chamou os carros de “Fórmula E com esteroides” e sugeriu até uma aposentadoria antecipada, algo recebido com ceticismo pelo CEO da categoria, Stefano Domenicali.
Duelo da Ferrari vira argumento pró-regulamento
Wheatley usou o confronto interno da Ferrari no GP da China como exemplo de que as novas regras elevaram o nível das corridas. Lewis Hamilton e Charles Leclerc, que largaram em terceiro e quarto lugares, travaram uma disputa intensa marcada pelo gerenciamento estratégico de bateria e uso do vácuo.
Na volta 24, Leclerc atacou Hamilton na curva 14; o heptacampeão reagiu de imediato, mas o monegasco manteve a dianteira. Algumas voltas depois, os papéis se inverteram na mesma curva, em nova manobra defendida com precisão. A troca constante de posições só terminou quando o desgaste dos pneus permitiu a aproximação de George Russell, da Mercedes, que superou a dupla.
O momento decisivo veio na volta 40: Hamilton ultrapassou Leclerc por fora na curva 1, consolidou a manobra na curva 3 e garantiu lugar no pódio. Para Wheatley, o embate mostrou “talento e inteligência” dos pilotos, além de comprovar que o atual pacote técnico favorece disputas limpas.
Resposta direta a Verstappen
“Se você conversar com os dois pilotos da Ferrari, eles dirão que tiveram um dia eletrizante”, afirmou Wheatley à imprensa. “Não vi nada que parecesse desleal. Cada um tentou vencer o outro usando os recursos que as regras oferecem.” O britânico concluiu que as críticas de Verstappen refletem o momento delicado da Red Bull, não falhas do regulamento.
Com informações de Autoracing



