O chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, disse acreditar que a alteração aprovada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para avaliar a taxa de compressão dos motores a 130 °C, além da temperatura ambiente, trará efeitos limitados ao desempenho das equipes quando entrar em vigor no início do verão europeu.
“Não estou convencido de que essa mudança será decisiva ou provoque grande diferença”, afirmou o dirigente. Para ele, os principais ganhos de performance deverão vir da futura introdução do sistema ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização), da gestão de energia e da eficiência do chassi, e não de um único ajuste técnico.
Diretiva amplia complexidade dos testes
A nova diretriz, aprovada por unanimidade, exige que as unidades de potência sejam testadas também a 130 °C. A medida aumenta a complexidade dos ensaios, especialmente no controle da taxa de compressão, mas Vasseur mantém a avaliação de que o regulamento não favorecerá nenhuma equipe de forma decisiva.
Procedimentos de largada em debate
O francês também comentou as discussões sobre o procedimento de largada, tema que gerou controvérsia em etapas recentes. Segundo Vasseur, a Ferrari alertou a FIA sobre possíveis dificuldades com os carros da nova geração diante da sequência de luzes de cinco segundos. A entidade, contudo, orientou a equipe a adaptar seu carro às regras. “A alteração acabou não beneficiando a Ferrari, e há um limite para quantas vezes esses ajustes podem ser feitos”, explicou.
Apesar das mudanças pontuais no regulamento, o dirigente reforçou que o foco da Ferrari continua na evolução global do projeto, uma vez que alterações isoladas raramente definem o equilíbrio de forças na categoria.
Com informações de F1Mania



