Frederic Vasseur, chefe da Ferrari, afirmou nesta terça-feira (17) que não aceita mais mudanças nas regras de largada da Fórmula 1, introduzidas no início do novo regulamento de 2026.
Durante as primeiras corridas do ano, vários pilotos relataram dificuldade para arrancar sob as normas atuais, enquanto os carros equipados com a unidade de potência Ferrari exibiram desempenho superior. O motor italiano, com turbo menor, atinge rapidamente as rotações ideais, permitindo largadas mais consistentes. Graças a essa vantagem, Charles Leclerc e Lewis Hamilton cruzaram a primeira curva na frente tanto em Melbourne quanto em Xangai, apesar de não partirem da primeira fila.
Ferrari se antecipou ao problema
Segundo Vasseur, a equipe identificou o desafio ainda em 2025 e alertou a FIA, que decidiu manter o regulamento. Diante da resposta, a Ferrari desenvolveu sua unidade de potência focada nas novas exigências de largada.
Intervenção da FIA
Nos testes de pré-temporada no Bahrein, diversas equipes voltaram a ter dificuldades, levando a FIA a adicionar um intervalo de cinco segundos – indicado por painéis azuis piscando – antes da tradicional sequência de luzes vermelhas. Mesmo assim, os problemas persistiram nas etapas da Austrália e da China.
Limite de energia em debate
Às vésperas do GP de Xangai, George Russell destacou que a regra sobre o limite de recuperação de energia e seu ponto de reinício também afeta as largadas. O piloto da Mercedes disse que uma equipe bloqueou ajustes nesse item, insinuando que a Ferrari foi responsável.
Posição definitiva de Vasseur
Questionado sobre o tema, Vasseur declarou que já houve mudanças suficientes: “Modificamos bastante o procedimento com o atraso de cinco segundos. Há um ano eu disse à FIA que seria difícil. A resposta foi que deveríamos projetar o carro para o regulamento, não o contrário. Foi o que fizemos. A partir daqui, basta”. Indagado se o assunto está encerrado, respondeu: “Para mim, sim”.
Com informações de Autoracing



