Paris, 18 de março de 2026 – A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) instituiu novos períodos de “Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização” (ADUO) a fim de permitir que as equipes com motores defasados se aproximem da Mercedes, dominante nas duas primeiras etapas da Fórmula 1 deste ano.
Mercedes inicia 2026 com duas dobradinhas
Após vitórias consecutivas em Melbourne e Xangai, George Russell lidera o campeonato com quatro pontos de vantagem sobre o companheiro Kimi Antonelli. A dupla largou e terminou em primeiro e segundo em ambas as provas, desempenho atribuído, em parte, à superioridade da unidade de potência alemã.
Ferrari reage, mas carece de ritmo de corrida
Mesmo com largadas explosivas proporcionadas por uma turbina menor, a Ferrari ocupou apenas P3 e P4 nas duas corridas iniciais, com Charles Leclerc e Lewis Hamilton. A equipe prevê grandes atualizações para o GP de Miami e programou um teste em Monza durante a pausa de abril, aberta após o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita.
Novas regras técnicas entram em vigor em 1º de junho
A partir dessa data, os comissários passarão a aferir a taxa de compressão dos motores em condições de altas e baixas temperaturas, tentativa de limitar eventuais ganhos da Mercedes. Embora os projetos de unidade de potência estejam praticamente congelados, a medida abre margem para ajustes nas equipes que mais sofrem com a diferença de desempenho.
Como funcionará o ADUO
Após a sexta etapa, a FIA verificará o déficit de cada fabricante. Quem estiver mais de 2% atrás da potência líder poderá promover uma atualização ainda em 2026 e outra em 2027. Caso a diferença supere 4%, serão autorizadas duas intervenções por temporada nesses dois anos.
Opinião da Ferrari
Em Xangai, o chefe da Scuderia, Fred Vasseur, avaliou que o ADUO pode ajudar, mas não resolve tudo. “Não estou convencido de que medir a taxa de compressão a 130 °C mudará o jogo”, afirmou. Para ele, a equipe também precisa evoluir em gestão de energia e chassi, evitando foco exclusivo em potência.
Com o novo regulamento, a FIA espera impedir uma repetição dos campeonatos dominados por um único fornecedor de motores, como ocorreu nos anos pós-2014 e em 2023, quando a Red Bull venceu 23 de 24 corridas.
Com informações de Autoracing



