A controvérsia em torno do regulamento técnico da Fórmula 1 para 2026 ganhou novo capítulo após as primeiras corridas da temporada. Max Verstappen, tetracampeão mundial, classificou o atual formato de gestão de energia como “terrível” e comparou as disputas na pista a “jogar Mario Kart”, dizendo que “isso não é corrida”.
Jonathan Wheatley, chefe da Audi e ex-membro da Red Bull, avaliou que a insatisfação do holandês está ligada ao rendimento do RB22 nas duas etapas iniciais. “Se você conversasse com os dois pilotos da Ferrari, eles diriam que foi um dia brilhante”, afirmou o dirigente, destacando que o carro austríaco não tem conseguido dominar como em anos anteriores.
Wheatley elogiou o comportamento dos competidores nas provas recentes. “Para mim, não houve nada de desleal. Cada piloto tentou superar o outro de forma limpa. Gostei de assistir; foram disputas encorajadoras”, disse ele, acrescentando que compreende o desabafo de Verstappen “pela situação em que se encontra”.
Entrante na categoria justamente pela nova divisão entre potência elétrica e combustão, a Audi se declara aberta a ajustes no regulamento. “Temos sido colaborativos com a FIA. Testamos várias soluções no último dia de treinos no Bahrein para ver os resultados”, relatou Wheatley. Segundo o chefe de equipe, a montadora “fará o possível” para apoiar a federação caso modificações se mostrem necessárias.
Com informações de F1Mania



