A quarta-feira (18) foi movimentada na Fórmula 1, com a Ferrari tentando transformar o bom rendimento exibido no Grande Prêmio da China em desempenho consistente no Japão, enquanto a Aston Martin enfrenta preocupações ligadas a vibrações no carro e à sua estrutura de comando.
Calendário alterado e impacto nos planos da Ferrari
O cancelamento das etapas da Arábia Saudita e do Bahrein, decidido após ataques com drones e mísseis na região, criou um intervalo de um mês entre as corridas de Suzuka e Miami. Segundo Frédéric Vasseur, a Ferrari levaria atualizações já para Sakhir e Jeddah, mas, por causa do teto orçamentário, o pacote agora será estreado nos Estados Unidos. O chefe da Scuderia considera o período extra uma oportunidade para aprimorar o SF-26, embora reconheça que rivais também ganharão tempo semelhante.
Duelos internos elogiados
Vasseur destacou o confronto entre Lewis Hamilton e Charles Leclerc em Xangai, afirmando que preferiu não impor ordens de equipe, mesmo correndo o risco de parecer “completamente estúpido” se algo desse errado. Para o dirigente, a disputa limpa beneficiou tanto a equipe quanto a categoria. Hamilton, por sua vez, afirmou sentir-se novamente em seu melhor nível físico e mental depois de um difícil 2025, vendo o pódio na China como um marco após um ano sem terminar entre os três primeiros.
Divergências sobre 2026
Leclerc também se posicionou a favor dos carros que serão introduzidos em 2026. O monegasco afirmou ter gostado da dinâmica de corrida e classificou a batalha com Hamilton como “divertida, dura e limpa”, contrapondo-se a críticas de outros pilotos que consideram o novo regulamento responsável por corridas artificiais.
Aston Martin sob pressão
Na Aston Martin, o cenário é oposto. A Federação Internacional de Automobilismo pode limitar as atividades da equipe no Grande Prêmio do Japão devido às fortes vibrações geradas pelo motor Honda. Fernando Alonso relatou perda de sensibilidade em mãos e pés, enquanto Lance Stroll sente desconforto após poucas voltas.
Fora da pista, o time busca reforçar sua chefia. Adrian Newey teria assumido pessoalmente a missão de encontrar um novo chefe de equipe, permitindo que Andy Cowell concentre-se na integração da unidade de potência com Honda e Aramco. Nomes de peso do paddock estariam sendo avaliados.
Com isso, a Ferrari chega a Suzuka otimista para reduzir a diferença para a Mercedes, aproveitando o espaço no calendário e o crescimento de Hamilton e Leclerc. Já a Aston Martin desembarca no Japão cercada por dúvidas técnicas, físicas e administrativas.
Com informações de F1Mania.net



