A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) estuda modificar o calendário de verificação do sistema Additional Development and Upgrade Opportunities (ADUO) — mecanismo que regula a evolução das unidades de potência na Fórmula 1 — depois do cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, originalmente marcados para abril.
De acordo com o Motorsport Magazin, a entidade avalia adiantar as janelas de atualização para as fabricantes que buscam diminuir a vantagem da Mercedes, referência atual em desempenho de motores.
Como funciona o ADUO
O ADUO prevê quatro momentos de análise ao longo da temporada. Para o motor de combustão interna, a avaliação ocorre a cada seis corridas, utilizando um índice de performance que compara todas as fabricantes.
Sem as etapas no Oriente Médio, a sexta corrida de 2024 deixa de ser o GP de Miami, no início de maio, e passa a ser o GP de Mônaco, em junho. O atraso dificulta o acesso de equipes como Ferrari e Audi às permissões extras de desenvolvimento destinadas a quem apresenta desempenho até 2% atrás da líder. Caso a diferença ultrapasse 4%, as concessões se ampliam.
Componentes e limites
O regulamento cobre 84 componentes específicos, autorizando apenas uma atualização anual para cada item. As equipes que se enquadram nos critérios podem receber tempo adicional de dinamômetro e maior flexibilidade orçamentária, válida para a temporada em curso e a seguinte.
Impacto para as equipes
A Mercedes, que já estabeleceu o ritmo do campeonato, mantém-se favorecida pelo cronograma inicial. Seus concorrentes enxergam na revisão das datas uma oportunidade de acelerar avanços e reduzir a diferença técnica.
Teto orçamentário permanece
Mesmo com possíveis mudanças nos prazos de desenvolvimento, o limite financeiro das equipes segue em US$ 215 milhões para calendários de até 24 provas. Qualquer ajuste no teto só ocorrerá se o número de corridas ultrapassar essa marca.
Com informações de F1Mania



