O chefe de equipe da Ferrari, Fred Vasseur, afirmou neste sábado, 21 de março de 2026, que o sistema Additional Development and Upgrade Opportunities (ADUO) pode ser decisivo para aproximar a equipe italiana da líder Mercedes durante a temporada.
Ferramenta regulatória para equalizar motores
Pelo regulamento vigente, as unidades de potência de 2026 já estão homologadas, mas o ADUO autoriza atualizações limitadas com o objetivo de nivelar o desempenho entre os fabricantes. A FIA analisa os dados de cada motor a cada seis etapas e, com base nesses números, decide se algum fornecedor pode receber permissão para desenvolver melhorias.
O mecanismo funciona em dois níveis:
- Déficit de até 2% em relação ao melhor motor: uma atualização liberada em 2026 e outra em 2027;
- Déficit a partir de 4%: duas atualizações concedidas em cada um dos dois anos.
A avaliação federativa não se limita ao tempo de volta; outros indicadores de desempenho também entram na conta, tornando o processo mais complexo.
Ferrari a 0,5% da Mercedes após classificação na China
Depois da sessão que definiu o grid do GP da China, a Ferrari registrou um desempenho apenas 0,5% inferior ao da unidade Mercedes HPP, segundo números internos da categoria. Mesmo assim, a equipe italiana ainda sofre, sobretudo, nas retas.
Foco em evolução global
Vasseur reconheceu a lacuna em velocidade máxima e explicou que a escuderia precisa avançar em várias frentes. “Não se trata somente do motor a combustão. A gestão de energia, o chassi e outros detalhes também pesam”, declarou. Para o francês, o ADUO será uma oportunidade estratégica quando for ativado pela primeira vez.
Nas primeiras provas do campeonato, a Ferrari vem diminuindo gradualmente a diferença: de oito décimos de segundo em Melbourne para seis décimos na sexta-feira e quatro décimos no sábado do fim de semana chinês. “Estamos entendendo melhor onde perdemos tempo e reduzindo o gap passo a passo, mas a Mercedes ainda está à frente”, concluiu Vasseur.
Com informações de Autoracing



