A escalada de tensão envolvendo o Irã volta a acender o sinal de alerta na Fórmula 1. Após a exclusão dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, dirigentes, equipes e pilotos temem que outras etapas do calendário de 2026 também sejam suspensas.
Aviso emitido por jornal austríaco
De acordo com o diário austríaco Österreich, a preocupação agora se estende a provas futuras. O veículo destaca que a organização do campeonato “receia a realização de outros grandes prêmios”, diante da instabilidade crescente na região.
Azerbaijão vira foco imediato
O Grande Prêmio do Azerbaijão, marcado para Baku, tornou-se o principal ponto de atenção. O país compartilha fronteira com o Irã, fator que eleva o nível de risco percebido pelas equipes. Fontes citadas pelo jornal relatam que a insegurança aumentou no paddock e que a vigilância nas garagens e áreas de convivência foi reforçada.
Etapas finais em observação
A situação também coloca sob observação as corridas de encerramento da temporada. Tanto o Grande Prêmio do Catar quanto o de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, passaram a ser monitorados de perto à medida que o cenário geopolítico evolui. Até o momento, não há decisão oficial sobre eventuais mudanças, mas autoridades da categoria adotam postura de cautela.
Prejuízo financeiro pressiona dirigentes
Os cancelamentos já confirmados no Bahrein e na Arábia Saudita geraram perda estimada em 100 milhões de euros para os detentores dos direitos comerciais da Fórmula 1. A organização não planeja substituir essas etapas no curto prazo, mantendo o calendário vulnerável. Se Azerbaijão, Catar e Abu Dhabi também ficarem fora, a temporada cairá para 19 provas.
Com o avanço da crise no Irã e o impacto financeiro em jogo, a categoria encara um cenário incerto e segue acompanhando os desdobramentos antes de tomar novas decisões.
Com informações de Autoracing



