Woking (Reino Unido), 24 de março de 2026 – Depois de encerrar 2025 como campeã, a McLaren começou a temporada 2026 enfrentando contratempos, mas ainda figura como terceira força do grid, atrás de Mercedes e Ferrari.
Falhas elétricas tiram Norris e Piastri do GP da China
No Grande Prêmio da China, problemas distintos nos sistemas elétricos impediram Lando Norris e Oscar Piastri de largar. Segundo o chefe de equipe Andrea Stella, o carro de Norris perdeu comunicação entre os componentes da unidade de potência, e a troca da ECU não solucionou o defeito. Piastri chegou ao grid normalmente, mas o motor não voltou a ligar.
Comparativo de desempenho
Com base nos melhores tempos de volta dos dois primeiros fins de semana do ano, a Mercedes é a referência absoluta (100%). A Ferrari aparece 0,865% atrás e a McLaren, 0,888% distante do ritmo dos líderes. A Red Bull vem a 1,310%. Mesmo com apenas uma largada em corrida oficial, o MCL40 garantiu à equipe o terceiro lugar no Mundial de Construtores graças aos pontos da sprint em Xangai.
Motor Mercedes: potência reconhecida, confiabilidade em xeque
A McLaren utiliza a mesma base técnica vencedora de 2025, agora equipada com a unidade M17 da Mercedes. Embora o propulsor seja considerado o mais forte do grid, a fabricante introduziu uma versão atualizada apenas no carro de fábrica durante os testes de Barcelona. McLaren, Alpine e Williams permaneceram com o modelo anterior para priorizar confiabilidade.
Mesmo assim, houve problemas: a Mercedes precisou trocar o motor de Kimi Antonelli duas vezes no Bahrein, enquanto a Williams viu Carlos Sainz abandonar a corrida de sábado na Austrália por falha no ERS. Na McLaren, a integração entre ERS e motor resultou no abandono duplo na China.
Próximos passos e metas imediatas
Com pouca quilometragem acumulada, a McLaren foca na otimização dos mapas de distribuição de potência, área que depende de dados coletados em ritmo de corrida. O objetivo mínimo para o GP do Japão é terminar entre quinto e sexto lugares, caso o fim de semana transcorra sem novos incidentes elétricos.
O cancelamento das etapas do Oriente Médio em abril criará um intervalo extra no calendário, período que a equipe pretende usar para solucionar as questões de confiabilidade e explorar o potencial do MCL40.
Com informações de Autoracing



