A Ferrari solicitou à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) uma análise detalhada da asa dianteira utilizada pela Mercedes. A equipe italiana desconfia de que o dispositivo, apelidado no paddock de “asa de duas fases”, não esteja operando de maneira totalmente contínua, como determinam as regras vigentes.
Movimento em duas etapas sob suspeita
Durante o Grande Prêmio da China, realizado em 25 de março de 2026, engenheiros da Ferrari observaram que a transição entre o modo de reta e o modo de curva da asa pode ocorrer em duas partes distintas. Embora sensores indiquem que o mecanismo cumpre o limite regulamentar de 400 milissegundos, a escuderia de Maranello acredita que a medição não captura todo o processo.
De acordo com técnicos da Ferrari, a primeira fase seria extremamente rápida, suficiente para satisfazer os sensores oficiais. Já a segunda fase, mais lenta, completaria o fechamento fora do intervalo principal de medição, o que poderia deixar a asa parcialmente aberta por mais tempo do que permitido.
Possível vantagem nas frenagens
Segundo a análise da Ferrari, esse comportamento proporcionaria ganho principalmente nas zonas de frenagem, ao suavizar a transferência de peso e melhorar o equilíbrio do carro em trechos críticos. Para fundamentar a suspeita, a equipe utilizou dados públicos de atuadores e imagens de alta resolução do componente.
FIA reforça monitoramento
Após receber a queixa, a FIA comunicou que intensificará a vigilância sobre o sistema da Mercedes nas próximas etapas do campeonato. Caso o dispositivo seja considerado legal, outras equipes poderão desenvolver soluções semelhantes; se for julgado irregular, a Mercedes terá de alterar o projeto.
O posicionamento definitivo da entidade reguladora será decisivo para definir os próximos passos no desenvolvimento aerodinâmico das equipes.
Com informações de Autoracing



