O jornalista britânico Giles Richards, do The Guardian, revelou detalhes do incidente que resultou em seu afastamento de uma coletiva de imprensa com Max Verstappen durante o Grande Prêmio do Japão de 2026, em Suzuka. Segundo o repórter, o tricampeão mundial deixou claro que não responderia perguntas enquanto ele permanecesse na sala.
Richards contou que o atrito teve origem meses antes, logo após o GP de Abu Dhabi de 2025, quando questionou Verstappen sobre um lance polêmico no GP da Espanha de 2025, decisivo na briga pelo título. “Perguntei como ele se sentia sobre o ocorrido e se havia arrependimento. Era uma pergunta necessária”, declarou o jornalista.
Surpresa e decepção
Na visão do repórter, a reação do holandês foi inesperada. “Nunca me pediram para sair de uma coletiva de imprensa. É algo extremamente raro na Fórmula 1”, afirmou. Em mais de dez anos de cobertura da categoria, Richards diz nunca ter vivido situação semelhante.
Pressão e mensagens ofensivas
Após o episódio no Japão, o britânico relatou ter recebido ofensas nas redes sociais, incluindo acusações de parcialidade favorável a pilotos britânicos, críticas que ele rejeita. Richards ressaltou que já foi contestado por diferentes posições ao longo da carreira e que mantém compromisso com a imparcialidade.
Relação ainda aberta
Apesar do desentendimento, o jornalista minimizou o impacto do caso. Ele destacou que colegas ficaram chocados, mas preferiu tratar o assunto com naturalidade. “Estou bem. Um jornalista nunca quer ser a notícia, mas às vezes isso acontece”, disse, acrescentando que continua admirando Verstappen e espera que a relação possa evoluir.
Richards concluiu lembrando o papel da imprensa no esporte: perguntas difíceis, afirmou, são essenciais para uma cobertura honesta da Fórmula 1, mesmo que gerem desconforto entre pilotos e equipes.
Com informações de F1Mania



