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Divergências sobre confiabilidade elevam atrito entre Aston Martin e Honda às vésperas do GP do Japão

A relação entre Aston Martin e Honda voltou a estremecer na semana que antecede o Grande Prêmio do Japão, em Suzuka. Falas contraditórias a respeito da confiabilidade do conjunto têm exposto desalinhamentos internos e levantado dúvidas sobre o andamento da parceria.

Visões opostas sobre o mesmo problema

Na corrida “caseira” da montadora japonesa, o engenheiro-chefe Shintaro Orihara buscou acalmar o ambiente ao garantir que o problema de vibração sentido na China e na Austrália está “claramente melhor” e que a bateria “tem confiabilidade suficiente para completar a prova”.

Lance Stroll, porém, traçou um cenário bem menos otimista. Segundo o canadense, o carro só consegue percorrer “metade da distância” antes que falhas de confiabilidade apareçam, situação que classificou como “muito desconfortável”.

Projeto de 2026 também vira foco

As incertezas atuais respingam no desenvolvimento da unidade de potência prevista para 2026. Adrian Newey revelou que descobriu apenas no fim do ano passado que a Honda destinara menos profissionais ao novo projeto do que se imaginava. O presidente da Honda Racing Corporation, Koji Watanabe, rebateu a leitura de Newey, mas admitiu que o tamanho reduzido da equipe e do orçamento em 2022 pode ter deixado lacunas.

Confiança ainda em construção

Watanabe negou risco de rompimento, mas reconheceu que a confiança “não nasce de um dia para o outro” e precisa ser reforçada em “momentos difíceis”. Ele sublinhou que a solução para a vibração depende de trabalho conjunto entre fábrica e equipe, não apenas de ajustes no motor.

Impacto imediato na pista

Os reflexos da instabilidade já apareceram. Mike Krack contou que Fernando Alonso abandonou voluntariamente o GP da China ao sentir forte vibração no volante, decisão apoiada imediatamente pela equipe.

Possível alívio regulatório

Uma eventual aprovação do mecanismo ADUO, que permite modificações de desempenho, está no radar da Honda. Mesmo assim, Watanabe afirmou que a prioridade continua sendo a durabilidade da unidade de potência, deixando qualquer ganho de performance em segundo plano.

Com declarações conflitantes e pendências técnicas ainda sem solução, Aston Martin e Honda chegam a Suzuka sob pressão extra para demonstrar avanço concreto na confiabilidade de seu conjunto.

Com informações de Autoracing

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