Suzuka (Japão) – Carlos Sainz criticou duramente a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) neste domingo, 29 de março de 2026, após o acidente de 50 G sofrido por Oliver Bearman na 21ª volta do Grande Prêmio do Japão.
Impacto violento na curva Spoon
Bearman perdeu o controle ao encontrar uma diferença de aproximadamente 45 km/h para o Alpine de Franco Colapinto, que recarregava energia no momento em que o britânico ativava o sistema de ataque. O choque lateral contra o muro ocorreu na entrada da curva Spoon e resultou em fortes dores no tornozelo e na perna direita do piloto da Haas. No centro médico, foram constatadas apenas contusões no joelho direito.
Pilotos já tinham alertado sobre riscos
Após cruzar a linha de chegada em 15º, Sainz — que também exerce a função de diretor da Associação de Pilotos de Grande Prêmio (GPDA) — afirmou que o acidente “era previsível” dentro do atual regulamento.
“Esse é exatamente o tipo de situação sobre o qual avisamos”, declarou à Sky Sports F1. “Com diferenças tão grandes de velocidade, um acidente acabaria acontecendo.”
Preocupação com pistas de rua
O espanhol teme consequências mais graves em circuitos urbanos como Baku, Singapura ou Las Vegas, onde as áreas de escape são menores. “Em Suzuka, tivemos sorte de haver espaço; em pistas de rua, o muro está muito mais perto”, alertou.
Cobrança por mudanças imediatas
Sainz revelou surpresa com a decisão da FIA de ajustar apenas o formato de classificação, mantendo as regras de corrida consideradas perigosas pelos competidores. “O problema não é só a classificação, é a corrida inteira”, frisou.
Ele comparou o impacto de Bearman aos 46 G que sofreu no GP da Rússia de 2015. “Foram 50 G hoje; imaginem isso em Baku ou Las Vegas”, completou.
A GPDA, segundo o piloto, já havia encaminhado diversos alertas à entidade máxima do automobilismo, mas ainda espera resposta efetiva. “Espero que esse episódio sirva de exemplo e que, desta vez, ouçam os pilotos”, concluiu Sainz.
Com informações de Autoracing



