A Red Bull avalia bancar o contrato de Max Verstappen em 2027 para que o holandês faça uma pausa na Fórmula 1, mantendo-o vinculado e facilitando um possível retorno ao grid em 2028.
Plano de até US$ 60 milhões
De acordo com o jornal britânico The Telegraph, a proposta envolveria cerca de 60 milhões de dólares por ano. O acordo permitiria que o tetracampeão mundial se afaste da categoria sem romper de vez com a equipe, que pretende resguardá-lo diante das mudanças regulatórias previstas para 2026.
Incertezas após GP do Japão
A ideia ganhou força depois do GP do Japão, em Suzuka, realizado há poucas semanas. Na ocasião, Verstappen foi eliminado no Q2, largou em 11º lugar e admitiu publicamente dúvidas sobre seu futuro na F1. O piloto se mostrou insatisfeito com o novo regulamento de unidades de potência de 2026, que prevê uso de bateria responsável por cerca de 50 % da potência total — fator que, segundo ele, reduz o prazer de pilotar.
Cláusula de saída em 2026
O contrato atual contém uma cláusula que pode ser acionada entre agosto e outubro de 2026. Caso esteja em terceira posição ou abaixo no campeonato durante a pausa de verão europeia, Verstappen poderá deixar a Red Bull, aumentando a pressão por uma solução antes desse período.
Participações em outras corridas
Enquanto decide o próximo passo, o holandês já recebeu aval para disputar as 24 Horas de Nürburgring e, no futuro, pode alinhar em Le Mans ou em categorias GT. A participação em provas de endurance manteria o ritmo competitivo durante o eventual hiato na F1.
Desempenho instável preocupa
A equipe também lida com oscilações na pista. Em treinos de classificação recentes, tanto Verstappen quanto o companheiro Isack Hadjar ficaram atrás de Pierre Gasly, da Alpine, que também superou a dupla nas corridas na China e no Japão. O holandês condiciona sua permanência a uma evolução clara do pacote técnico.
Exemplos do passado
Casos de afastamento temporário não são inéditos. Fernando Alonso deixou a F1 em 2019 e 2020 antes de retornar; Kimi Räikkönen correu fora da categoria em 2010 e 2011 e voltou em 2012. Já Mika Häkkinen saiu em 2002 e não regressou, lembrando que o risco de não retorno sempre existe. Comentaristas como Martin Brundle e David Coulthard já discutem publicamente a possibilidade de um intervalo para Verstappen.
Com isso, a Red Bull busca ganhar tempo e assegurar seu principal piloto enquanto aguarda eventuais ajustes no regulamento de motores e tenta melhorar o desempenho em pista.
Com informações de Autoracing



