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Villeneuve e Hill alertam para possível fim do domínio da Mercedes na F1

A vitória de Kimi Antonelli no Grande Prêmio do Japão, realizado no último fim de semana em Suzuka, não impediu que ex-campeões da Fórmula 1 levantassem dúvidas sobre a solidez da Mercedes na temporada 2026. Para Jacques Villeneuve e Damon Hill, o desempenho mostrado pela equipe alemã apontou fragilidades que podem abrir espaço para a aproximação de Ferrari e McLaren.

Sorte e estratégia decisiva em Suzuka

Antonelli assumiu a liderança após um safety car que neutralizou a prova quando Oscar Piastri, da McLaren, estava à frente. A Mercedes reagiu rapidamente, chamou o italiano aos boxes e garantiu a posição de pista decisiva. Depois da corrida, o próprio piloto reconheceu que o triunfo contou com “uma boa dose de sorte”.

Problemas repetidos nas largadas

O chefe de equipe Toto Wolff admitiu que as largadas seguem complicando a vida da equipe. Foi a terceira vez no ano em que os carros prateados precisaram recuperar terreno após um início abaixo do esperado.

Dificuldade no tráfego

Villeneuve observou que o W17 apresentou rendimento aquém do ideal quando preso em tráfego — um ponto que passou despercebido pela maioria dos espectadores, mas que, segundo o canadense, sinaliza perda de vantagem técnica.

Rivais encurtam distância

No debate pós-corrida da F1, Hill afirmou que a Mercedes “já não parece favorita absoluta”. O britânico lembrou que as demais equipes impulsionadas por motores Mercedes estão aprendendo a extrair o máximo do conjunto híbrido, encurtando o fosso de desempenho.

“A mudança acontece muito rápido neste esporte”, salientou o campeão de 1996, destacando que conhecimento de algoritmos e gerenciamento de energia tem sido compartilhado com mais rapidez do que antes.

Queda de performance preocupa

Para Villeneuve, a ausência de uma dobradinha em uma pista em que o carro costuma ditar o ritmo é sintomática. “Se o equipamento é bom, Suzuka costuma expor isso. Um fim de semana sem primeiro e segundo lugares é um passo atrás para a Mercedes”, avaliou.

Janela de desenvolvimento

Enquanto Ferrari e McLaren exibem evolução, a categoria entra em uma pausa de cinco semanas, suficiente para implementar pacotes de atualização. Wolff reconheceu que a McLaren “avança constantemente” no entendimento da unidade de potência alemã, fator que pode redefinir a hierarquia quando o campeonato for retomado.

Com mais tempo para trabalho nas fábricas, a vantagem inicial da Mercedes corre o risco de se diluir nas próximas etapas, segundo a análise dos ex-pilotos campeões.

Com informações de Autoracing

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