A Mercedes reconheceu que cometeu erros decisivos na largada e na estratégia do Grande Prêmio do Japão, disputado em Suzuka em 3 de abril de 2026. De acordo com o chefe de equipe Toto Wolff, a escuderia “não forneceu as ferramentas ideais” para que Kimi Antonelli e George Russell mantivessem as posições conquistadas na classificação.
Primeira fila sem conversão em resultado
Pela terceira corrida consecutiva, os carros prateados ocuparam a primeira fila do grid. No entanto, a repetição de largadas ineficientes comprometeu o início da prova. Na volta inaugural, Russell caiu para o quarto lugar e Antonelli despencou para a sexta posição, gerando um prejuízo que repercutiu durante todo o domingo.
Ajustes pós-TL3 afetaram desempenho
Wolff explicou que decisões de acerto tomadas após o terceiro treino livre alteraram negativamente o comportamento do W15 entre a atividade final de sábado e a sessão classificatória. Embora o ritmo de volta única tenha sido suficiente para assegurar a pole, o rendimento em corrida, especialmente o de Russell, ficou abaixo do esperado.
Estratégia sob safety car divide resultados
A entrada do safety car mudou o panorama na metade da disputa. A equipe chamou Russell aos boxes antes da intervenção para se defender de Charles Leclerc, movimento que acabou custando posições quando o pelotão foi neutralizado. Já Antonelli parou sob regime de safety car, ganhou tempo e chegou a assumir a liderança momentânea.
Falha de software agrava cenário de Russell
Além da tática desfavorável, Russell sofreu um problema eletrônico. Segundo Wolff, um “superclipping” — corte inesperado de potência provocado por falha de software — facilitou a ultrapassagem de Leclerc e consolidou uma jornada complicada para o britânico.
No balanço final, Wolff admitiu que a Mercedes errou tanto na preparação da largada quanto na estratégia, e reconheceu falhas dos pilotos nesse momento decisivo, resultando em mais um fim de semana aquém das expectativas em 2026.
Com informações de Autoracing



