Milton Keynes (3 de abril de 2026) – A Red Bull enfrenta um dilema técnico e financeiro logo no início do campeonato de Fórmula 1. A equipe não reservou verba suficiente dentro do teto orçamentário de 2026 para sanar os principais problemas do RB22, e qualquer gasto adicional pode comprometer o projeto do carro de 2027.
Desempenho abaixo do esperado
Após as primeiras etapas, a escuderia soma 16 pontos e ocupa apenas a sexta posição no Mundial de Construtores. A Haas aparece em quinto lugar com 18 pontos, enquanto a Alpine iguala os 16 pontos da Red Bull, mas leva vantagem pelo melhor resultado em corrida.
Rivais aproveitam bom momento
Pierre Gasly, da Alpine, foi sexto no Grande Prêmio da China e sétimo no Japão, impulsionando a equipe francesa. Na Red Bull, Max Verstappen foi sexto na Austrália e oitavo em Suzuka, enquanto o novato Isack Hadjar conquistou seu melhor resultado com um oitavo lugar em Xangai.
Alpine e Haas também se beneficiam dos motores Mercedes e Ferrari, respectivamente. Já a Red Bull estreou como fabricante própria de unidades de potência, o que acrescenta desafios extras no início da nova era técnica.
Carro difícil de guiar
Dificuldades de equilíbrio têm atormentado os pilotos. Verstappen classificou o RB22 como “inguável” após a sessão de sábado no Japão, quando largou apenas em 11º. Na etapa anterior, na China, o holandês qualificou a sprint como “desastre” devido à instabilidade em curvas. Hadjar, por sua vez, considerou o carro “perigoso” depois de terminar em 12º em Suzuka.
Decisão estratégica nas mãos de Mekies
Segundo informações do SoyMotor, o chefe de equipe Laurent Mekies avalia priorizar chassi e aerodinâmica a curto prazo. No entanto, a falta de recursos dentro do limite de US$ 215 milhões — valor que não inclui salários de pilotos, dos três funcionários mais bem pagos, marketing e hospitalidade — obriga a Red Bull a escolher entre desenvolver uma versão B do RB22 ou direcionar esforços diretamente para 2027.
Tempo de túnel de vento
Além do orçamento, a quantidade de execuções no túnel de vento também pesa. No primeiro semestre, a Red Bull terá direito a 256 corridas de túnel, número superior aos 224 da McLaren e 240 da Mercedes, mas bem abaixo das 368 da Alpine, beneficiada pela última posição no campeonato de 2025.
Com recursos limitados e pressão crescente, a decisão sobre o destino do RB22 nas próximas semanas poderá definir não apenas o restante da temporada 2026, mas também o nível de competitividade da Red Bull em 2027.
Com informações de Autoracing



