São Paulo, 3 de abril de 2026 – O austríaco Alexander Wurz, presidente da Associação dos Pilotos de Grandes Prêmios (GPDA), cobrou da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) mudanças urgentes no regulamento da Fórmula 1 depois do acidente sofrido por Oliver Bearman no circuito de Suzuka, no Japão.
O incidente aconteceu há quase uma semana, quando Bearman se aproximou rapidamente de Franco Colapinto e de um carro da Alpine. A diferença abrupta de velocidade fez o britânico colocar uma roda na grama e perder o controle, batendo com força nas barreiras. Apesar de ter saído mancando, o piloto da Haas escapou de lesões graves.
Proposta de software padrão
Em entrevista ao podcast “Lift and Roast”, Wurz apontou os picos súbitos de entrega de potência – conhecidos no paddock como “superclipping” – como principal fator de risco. Para ele, a solução passa por um software padronizado que impeça variações bruscas em plena reta.
“Por segurança, precisamos acabar com esses picos repentinos de potência em alta velocidade”, declarou o dirigente, acrescentando que o programa deveria monitorar velocidade e distância entre os carros para evitar cenários semelhantes.
Perigo maior sob chuva
Wurz destacou ainda que a situação se agrava em condições de baixa visibilidade. Segundo o ex-piloto, em pista molhada um delta de até 50 km/h entre dois carros pode provocar colisões traseiras severas, já que os competidores pilotam praticamente “às cegas”.
O dirigente acredita que a FIA tem condições de implementar a medida no curto prazo, reduzindo o risco de novos acidentes como o de Suzuka.
Com informações de Autoracing



