O ex-piloto de Fórmula 1 David Coulthard afirmou ter estranhado o silêncio da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) depois que Max Verstappen pediu a saída de um jornalista durante uma coletiva de imprensa na preparação para o Grande Prêmio do Japão.
Na ocasião, realizada antes da etapa em Suzuka, o tetracampeão mundial se recusou a iniciar a entrevista enquanto um repórter do jornal The Guardian permanecesse na sala. O episódio ganhou repercussão porque, segundo Coulthard, a federação costuma agir prontamente em situações consideradas menos graves.
Origem do desentendimento
A tensão entre o piloto da Red Bull e o jornalista começou após o Grande Prêmio de Abu Dhabi. Naquela corrida, o repórter questionou Verstappen sobre um possível arrependimento pelo incidente com George Russell no GP de Barcelona, lance que custou pontos importantes ao holandês. A perda acabou sendo decisiva: Verstappen foi superado por Lando Norris no campeonato por apenas dois pontos.
Comentário no podcast
Em participação no podcast Up to Speed, Coulthard avaliou que Verstappen provavelmente não se sente confortável em reviver o episódio, embora estivesse no direito de não responder à pergunta. “Ainda assim, é incomum pedir que alguém seja retirado do ambiente”, observou.
O escocês destacou também sua surpresa com a postura da FIA. “Se ele tivesse dito a palavra ‘merda’, provavelmente receberia uma multa. Mesmo assim, não houve qualquer reprimenda pública por parte da federação”, comentou.
Até o momento, a FIA não divulgou nota oficial sobre o caso.
Com informações de Autoracing



