HomeFórmula 1Brundle levanta suspeita sobre conformidade dos carros da F1 de 2026

Brundle levanta suspeita sobre conformidade dos carros da F1 de 2026

07 de abril de 2026, 9h12 — A Fórmula 1 iniciou a temporada de 2026 sob um debate que cresce a cada prova: até que ponto a automação dos novos carros respeita o regulamento esportivo. O ex-piloto e comentarista da Sky F1, Martin Brundle, alertou que o Artigo 27.1 da FIA — que exige que o piloto conduza “sozinho e sem auxílio” — pode estar sendo violado.

Discussão ganhou força após três corridas

O tema surgiu como queixa pontual de alguns competidores, mas ganhou repercussão após as três primeiras etapas do campeonato. No Grande Prêmio do Japão, em Suzuka, manobras classificadas como “ultrapassagens acidentais” ampliaram a preocupação dentro do paddock.

Relato de Norris expõe problema

Lando Norris, da McLaren, tornou-se personagem central quando explicou ter perdido controle sobre a liberação de energia da bateria durante disputa direta com Lewis Hamilton. Segundo o britânico, o sistema decide de forma autônoma o momento de entregar potência extra, gerando ultrapassagens que ele próprio não pretendia realizar e o deixando vulnerável logo em seguida por falta de carga para se defender.

O piloto descreveu ainda situações de risco em trechos de alta velocidade, como a curva 130R, onde a liberação automática provoca diferenças bruscas de ritmo e exige que se alivie o acelerador para evitar contato. Ao retomar a aceleração, o sistema volta a despejar energia sem comando humano, criando um ciclo difícil de controlar.

Brundle cita possível quebra de regra histórica

Durante o programa The F1 Show, Brundle ressaltou que, se o carro decide contrariar a intenção do piloto, o princípio estabelecido há décadas pela FIA deixa de ser cumprido. Para ele, a resposta do motor deve acompanhar fielmente o pedal do acelerador: “Entregar potência precisa ser linear e previsível”, afirmou.

Pressão sobre a FIA por medidas rápidas

A discussão pressiona a federação a rever os sistemas de gerenciamento de energia. Equipes e pilotos cobram ajustes que devolvam ao competidor o controle total sobre o monoposto, condição considerada essencial para manter a essência da disputa na Fórmula 1.

Com informações de Autoracing

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