A Aston Martin identificou que o chassi do AMR26 é responsável por mais de 50% da diferença de performance em relação às equipes da frente no início da temporada 2026 da Fórmula 1.
Diagnóstico interno destaca o AMR26
Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (7), durante o fim de semana do Grande Prêmio do Japão, dados da equipe e de GPS analisados por outras escuderias apontam o chassi como principal origem do déficit. A constatação foi relatada pelo correspondente da BBC Sport, Andrew Benson, que citou uma fonte experiente presente em Suzuka.
Problemas desde os testes de pré-temporada
Projetado por Adrian Newey, o AMR26 vem apresentando falhas desde as primeiras sessões de testes. Além do desempenho abaixo do esperado, a confiabilidade também preocupa. A troca da unidade de potência Mercedes por um motor Honda trouxe fortes vibrações, afetando tanto o rendimento do carro quanto a saúde dos pilotos.
Primeira chegada, mas sem pontos
Após abandonos na Austrália e na China, a equipe completou pela primeira vez uma corrida em 2026: Fernando Alonso terminou em 18º lugar em Suzuka, uma volta atrás do vencedor.
Números do atraso
De acordo com Benson, a Aston Martin perde cerca de 2,3 segundos para entrar no top 10 do grid de largada. A maior parte dessa diferença vem do chassi; o restante está relacionado à unidade de potência. Segundo a mesma análise, caso ainda utilizasse o motor Mercedes, o carro estaria próximo dos desempenhos de Alpine e Haas.
Cronograma apertado e excesso de peso
A equipe reiniciou o desenvolvimento do modelo após a chegada de Newey em março do ano passado, mas só passou a usar o túnel de vento em abril, encurtando o prazo para ajustes. Além disso, o AMR26 está acima do peso ideal, o que agrava a perda de velocidade em curvas de alta.
Com três etapas disputadas, a Aston Martin ocupa a última posição no Mundial de Construtores, atrás da estreante Cadillac; ambas ainda não marcaram pontos.
Com informações de Autoracing



