O início da temporada 2024 da Fórmula 1 vem sendo acompanhado de preocupação crescente com o “super clipping”, fenômeno que provoca quedas bruscas de potência nos carros híbridos. A situação já gerou críticas em Melbourne e Suzuka e pode voltar a influenciar o resultado no Grande Prêmio de Miami, próximo compromisso do calendário.
Diferença de velocidade exposta no Japão
No circuito de Suzuka, o problema ganhou destaque depois do acidente de Oliver Bearman, da Haas. O britânico perdeu o controle ao se aproximar do Alpine de Franco Colapinto, quando seu carro recuperou potência de forma repentina, evidenciando o risco causado pelo super clipping.
Reta principal de Miami preocupa
O traçado montado ao redor do Hard Rock Stadium possui duas longas retas. A principal, antecedida por curvas de alta velocidade, limita a regeneração de energia e pode prejudicar o rendimento dos pilotos na chamada “seção do estádio”, sobretudo durante a classificação. Na reta oposta, o efeito tende a ser menor porque o setor intermediário é mais lento e permite maior recuperação energética.
Equilíbrio do campeonato em jogo
Durante o GP do Japão, o chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, afirmou que a escuderia precisa permanecer próxima da Mercedes e enxergou em Miami uma oportunidade de reviravolta na temporada. O diretor executivo da equipe alemã, Toto Wolff, concordou que o cenário pode mudar conforme times e pilotos se adaptem melhor aos sistemas híbridos.
Reunião marcada para 9 de abril
Autoridades técnicas da categoria agendaram um encontro para 9 de abril, quando serão debatidos possíveis ajustes nas unidades de potência, a fim de evitar variações perigosas de velocidade em trechos de aceleração total.
O resultado dessas discussões e o comportamento dos carros nas retas de Miami devem indicar se o super clipping continuará a influenciar a disputa pelo título nas próximas etapas.
Com informações de F1Mania.net



