HomeFórmula 1McLaren defende aumento do super clipping após forte batida no Japão

McLaren defende aumento do super clipping após forte batida no Japão

São Paulo, 10 de abril de 2026 – O chefe da McLaren, Andrea Stella, reiterou nesta sexta-feira o pedido para que a Fórmula 1 eleve o limite de potência permitido no sistema de super clipping, apontado por ele como fator de risco depois do acidente envolvendo Oliver Bearman e Franco Colapinto no GP do Japão.

Reuniões em abril

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) abriu, em 9 de abril, uma série de encontros com equipes, fornecedores de unidades de potência e representantes da categoria para discutir falhas técnicas detectadas nas três primeiras corridas da temporada. Novas rodadas estão marcadas para 16 e 20 de abril, quando podem ser definidas alterações já válidas para o Grande Prêmio de Miami. Qualquer mudança, porém, ainda dependerá do aval do Conselho Mundial de Automobilismo.

Por que o super clipping entrou na mira

O super clipping possibilita recarregar a bateria mesmo com o carro acelerando em linha reta. Hoje, o regulamento limita essa função a 250 kW, enquanto os monopostos atingem até 350 kW. Para contornar a restrição, pilotos recorrem ao lift and coast – alívio do acelerador antes das curvas –, procedimento que aumenta a diferença de velocidade entre carros e, segundo Stella, eleva o risco de colisões.

Acidente de 50G impulsiona debate

A discussão ganhou urgência depois de Bearman, da Haas, bater na Alpine sem energia de Colapinto em Suzuka. O impacto foi de aproximadamente 50 G, com diferença estimada de 30 mph entre os dois carros no momento da batida.

Proposta da McLaren

Stella voltou a defender a adoção do teto de 350 kW testado pela McLaren na pré-temporada. “Precisamos analisar os dados e compartilhar o que ocorreu com Franco Colapinto e Oliver Bearman”, declarou. Para ele, elevar o limite evitaria manobras de lift and coast e reduziria variações de velocidade no tráfego.

Análise detalhada

O dirigente admite, contudo, que a solução pode não ser simples. “É um caso que exige estudo analítico. Temos engenheiros e variáveis para isso, mas pode ser uma combinação de fatores”, afirmou, reforçando que o tema deve ter “prioridade máxima” nas reuniões em curso.

As conversas seguirão ao longo da pausa de abril, com a expectativa de que uma eventual revisão técnica seja implementada já na etapa de Miami.

Com informações de Autoracing

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