A pausa forçada de abril, provocada pelo cancelamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita devido ao conflito no Oriente Médio, abriu espaço para que Fórmula 1, equipes e FIA se reunissem a fim de analisar o regulamento atual. Em meio às reclamações feitas por Max Verstappen e Lando Norris, o ex-piloto Juan Pablo Montoya advertiu que alterações precipitadas podem gerar novos problemas nas corridas.
Na primeira reunião, realizada nesta semana, os participantes discutiram principalmente ajustes no sistema de bateria. A proposta central é permitir que os carros utilizem potência máxima durante todo o Q1, Q2 e Q3. Também entrou em pauta uma revisão no ADUO, especialmente após a exclusão das duas etapas do calendário.
Montoya, atual comentarista da F1 TV, demonstrou cautela quanto às possíveis consequências dessas mudanças. “Você chega à próxima corrida e ninguém ultrapassa ninguém, depois reclamam que a prova ficou chata”, afirmou o colombiano, temendo que a categoria passe de um extremo a outro.
O ex-piloto destacou que o debate sobre ultrapassagens não é novo. Para ele, o início do uso do DRS, há cerca de 15 anos, já distanciou os duelos de pista da “ultrapassagem pura”. “Abrir a asa ou ter mais energia resulta no mesmo: maior velocidade”, comparou.
Verstappen chegou a classificar as corridas atuais como “Mario Kart”, enquanto Norris também externou descontentamento com o regulamento. Apesar das críticas, dirigentes avaliam que os carros introduzidos nesta temporada cumprem seus objetivos e, por isso, cogitam apenas ajustes pontuais.
Novas reuniões estão agendadas ainda durante a pausa deste mês. A categoria tenta equilibrar segurança, competitividade e espetáculo, mas Montoya reforça que qualquer modificação deve ser analisada com cuidado para não criar efeitos indesejados no restante do campeonato.
Com informações de F1Mania



