O ex-piloto de Fórmula 1 David Coulthard disse ter ficado surpreso com a falta de qualquer medida disciplinar por parte da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) contra Max Verstappen, que mandou o jornalista britânico Giles Richards, do The Guardian, deixar a área de hospitalidade da Red Bull antes de uma entrevista coletiva no fim de semana do Grande Prêmio do Japão, em Suzuka.
A situação ocorreu logo após a corrida, quando o líder da equipe austríaca se recusou a iniciar a conversa com a imprensa enquanto Richards permanecesse no local. A atitude gerou críticas nos boxes e nos bastidores da categoria.
Em participação no podcast Up To Speed, Coulthard afirmou que, embora o piloto tenha o direito de não responder perguntas, a decisão de retirar um profissional do espaço foi atípica. “Provavelmente Max não vai se sentir bem depois, porque, mesmo estando no seu direito, é incomum pedir que alguém se retire”, comentou.
Para o escocês, a FIA deveria ter se manifestado. “Fiquei um pouco surpreso que a entidade não tenha tomado posição. Se ele usasse um palavrão na hora, receberia uma multa. Não vi nada que indicasse repreensão”, destacou.
Coulthard ainda comparou o episódio a experiências do próprio período como piloto. Segundo ele, críticas fazem parte da carreira de qualquer competidor. “Quando eu corria, nunca fui campeão como Max, mas vivia sob críticas de vários jornalistas. É muito difícil não levar para o lado pessoal”, lembrou.
O ex-piloto citou também o jovem Kimi Antonelli para ilustrar a rapidez com que as opiniões mudam na F1. “Agora todos elogiam Antonelli. Em algum momento, quando errar, será criticado”, afirmou.
Coulthard contou que, certa vez, resolveu um desentendimento diretamente com um repórter que o acusava de se eximir de responsabilidade em incidentes na pista. “Conversei com ele e fizemos as pazes, mas lidar com críticas públicas nunca é fácil”, concluiu.
Com informações de F1Mania



