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FIA veta recurso de Mercedes e Red Bull para ganhar potência na classificação

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) proibiu um procedimento adotado por Mercedes e Red Bull que garantia potência extra no trecho final das voltas de classificação na Fórmula 1. O comunicado, distribuído nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, veio após análises técnicas e reuniões com as equipes envolvidas.

Como o artifício funcionava

Pelo regulamento, os carros devem reduzir gradualmente a potência elétrica – cerca de 50 kW por segundo – até cruzarem a linha de cronometragem, evitando queda brusca de energia. Mercedes e Red Bull, porém, mantinham nível máximo por mais tempo, obtendo entre 50 kW e 100 kW adicionais justamente na parte decisiva da volta, o que rendia alguns centésimos na disputa do grid.

Brecha ligada ao MGU-K

O ganho era possível porque o regulamento permite desligar o MGU-K em situações técnicas. Quando isso ocorre, o sistema fica bloqueado por 60 segundos – o chamado “offset contínuo” – para impedir vantagem em corrida ou na maior parte da sessão classificatória. As duas equipes perceberam que, como o MGU-K não é usado na volta de desaceleração, o bloqueio não causava prejuízo estratégico.

Problemas expostos em Suzuka

A prática chamou atenção no GP do Japão. Durante os treinos, Kimi Antonelli (Mercedes) e Max Verstappen (Red Bull) relataram perda de potência nos Esses após voltas rápidas, e Alex Albon (Williams) chegou a parar na pista pelo mesmo motivo. Incidentes semelhantes já tinham sido observados na Austrália, mas a causa ainda não estava clara.

Pressão das rivais e endurecimento da FIA

Preocupada com riscos operacionais e de segurança, a Ferrari consultou a FIA sobre a legalidade do método. Embora o procedimento estivesse, tecnicamente, dentro das regras, o órgão regulador decidiu atualizar as diretrizes técnicas: o offset contínuo passa a ser aceito apenas em emergências genuínas, e qualquer uso deliberado para ganho de desempenho será considerado infração.

A federação manterá o bloqueio de 60 segundos e anunciou monitoramento rigoroso dos dados de classificação para diferenciar falhas reais de uso indevido. Com isso, a brecha utilizada por Mercedes e Red Bull deixa de existir a partir desta etapa do campeonato.

Com informações de Autoracing

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