15 de abril de 2026 – A situação da Aston Martin na Fórmula 1 gera preocupação tanto dentro quanto fora do paddock. Em declaração no podcast Up to Speed, o comentarista Will Buxton afirmou que qualquer profissional que aceite o cargo de chefe de equipe no momento “está ferrado”, diante dos problemas que o time enfrenta.
Rumores sobre mudança de comando
No fim de março, Jonathan Wheatley deixou a Audi de forma imediata, movimento que alimentou especulações sobre sua possível chegada à Aston Martin. Caso isso ocorra, Adrian Newey deixaria a chefia da equipe para voltar a uma função estritamente técnica. A Aston Martin, porém, classificou os rumores como mera especulação e não voltou a se pronunciar.
Desempenho abaixo do esperado
Com novas regras para chassi e unidade de potência em vigor nesta temporada, a equipe esperava subir na classificação, mas hoje disputa posições no fim do grid e trava duelos diretos com a estreante Cadillac. Problemas recorrentes de confiabilidade agravam o quadro.
Parceria com a Honda gera cautela
Buxton lembrou que a futura parceria com a Honda traz incertezas. Ele comparou o cenário ao retorno da montadora japonesa em 2015, quando a McLaren enfrentou grandes dificuldades e só voltou a vencer em 2021, enquanto a primeira vitória da Honda nesse ciclo veio em 2019, já com a Red Bull.
Limites financeiros e influência de Stroll
O comentarista destacou que, desde a introdução do teto orçamentário em 2021, mesmo o capital de Lawrence Stroll não garante reação rápida. Segundo Buxton, a equipe precisa de processos eficientes e uma direção clara para sair da crise.
Ele questionou ainda se Stroll busca um líder com autonomia ou apenas alguém disposto a seguir instruções. Embora o cargo ofereça ganhos financeiros expressivos, Buxton avalia que resultados esportivos significativos são improváveis no curto prazo, o que tornaria a função pouco atraente.
Com informações de Autoracing



