O ex-piloto venezuelano Pastor Maldonado afirmou que a Fórmula 1 se afastou da essência do esporte ao adotar regulamentos que, segundo ele, transferem o destaque dos atletas para a tecnologia dos carros. Campeão do GP da Espanha de 2012, o ex-integrante da Williams voltou a manifestar insatisfação com a direção tomada pela categoria.
Vitória em 2012 ainda é referência
Maldonado recordou o triunfo conquistado em Barcelona como o ponto alto de sua carreira. “Vencer é difícil hoje em dia, mas já era complicado naquela época, ainda mais com um carro que não lutava por vitórias”, disse. Naquele ano, a Williams vivia limitações financeiras e não figurava entre as principais equipes do grid.
Segundo o venezuelano, a confiança durante o fim de semana espanhol nasceu da estratégia adotada. “Sabíamos que tínhamos chance de ganhar. Disse a mim mesmo que oportunidades assim não aparecem todo dia”, relatou. Ele acrescentou que problemas de confiabilidade prejudicaram o restante da temporada: “Talvez quatro ou cinco vezes sofremos falhas; as peças eram mais frágeis naquela época”.
Críticas à era híbrida
Ao comentar a introdução dos motores híbridos em 2014, Maldonado contou que passou metade daquela temporada sem conseguir completar corridas por falhas técnicas. “Não sabíamos exatamente o que a bateria estava fazendo. A Fórmula 1 e os pilotos sofreram muito com isso”, disse.
Menos autonomia para os competidores
Para o ex-piloto, a atual complexidade dos carros limita a atuação dos atletas na pista. “Hoje você tem que seguir ordens da equipe, o manual. É mais o carro e menos o piloto”, declarou. Ele também criticou a troca das caixas de brita por áreas de escape asfaltadas e o rigor com os limites de pista: “Eles não deixam mais os pilotos correrem”.
Maldonado segue acompanhando o campeonato e mantém a Williams como equipe favorita, mas questiona se a Fórmula 1 está “indo na direção correta” ao priorizar avanços tecnológicos que, em sua visão, reduzem o protagonismo humano nas disputas.
Com informações de F1Mania



