Oscar Piastri ofereceu uma análise direta sobre os novos carros da Fórmula 1, introduzidos nesta temporada de 2026. Em entrevista concedida no domingo, 19 de abril, o piloto da McLaren classificou os modelos atuais como “imprevisíveis” e destacou problemas que ainda exigem atenção das equipes e da FIA.
Início de campeonato turbulento
O australiano sofreu dois DNS consecutivos nas primeiras etapas do ano: na Austrália, após um acidente a caminho do grid, e na China, devido a falhas elétricas no MCL40. Esses incidentes marcaram um começo difícil para a equipe de Woking.
Reação em Suzuka
A recuperação veio no Grande Prêmio do Japão, onde Piastri completou sua primeira corrida integral de 2026 e terminou em segundo lugar, atrás de Kimi Antonelli. O resultado deu novo impulso à temporada do piloto e ajudou a McLaren a compreender melhor o comportamento do carro.
Avaliação técnica
Piastri destacou que os monopostos de 2026 são “muito diferentes” dos anteriores. Mais curtos, estreitos e leves do que os de 2025, eles oferecem maior agilidade em curvas de baixa e média velocidade. Entretanto, o australiano observou que o ar sujo — efeito aerodinâmico que dificulta seguir outro carro de perto — continua sendo um obstáculo.
O piloto também relatou picos de potência inesperados, consequência de sistemas de gerenciamento de energia mais complexos. Segundo ele, essas variações tornam o carro mais difícil de controlar e exigem abordagem tática constante por parte dos competidores.
Trabalho conjunto com a FIA
Enquanto a federação trabalha ao lado das equipes para reduzir o clipping antes do GP de Miami, Piastri afirmou que escuderias, Fórmula 1 e entidade reguladora mantêm diálogo estreito para aprimorar segurança e espetáculo.
Apesar da reação positiva em Suzuka, o desejo do australiano é que ajustes técnicos previstos para mais adiante sejam antecipados, a fim de minimizar riscos e aumentar a competitividade das corridas.
Com informações de Autoracing



