Toto Wolff, chefe da Mercedes, afirmou que as mudanças previstas para o regulamento da Fórmula 1 em 2026 devem ser feitas “com um bisturi, não com um taco de beisebol”. A declaração antecede a reunião marcada para esta segunda-feira, 20 de abril, na qual FIA, Fórmula 1 e equipes discutirão eventuais ajustes.
Nos últimos meses, as novas regras têm recebido críticas de pilotos e torcedores. Durante as sessões de classificação, os competidores precisam desacelerar nas curvas para recuperar energia, o que, segundo eles, torna a performance artificial. Em corrida, o chamado “efeito ioiô” estaria prejudicando a fluidez das disputas.
A segurança também entrou em pauta após o acidente de Oliver Bearman no Grande Prêmio do Japão. O piloto bateu forte ao encontrar grande diferença de velocidade para o carro à frente, fato que intensificou o debate sobre mudanças no regulamento.
Segundo Wolff, há consenso entre as dez equipes de que alterações são necessárias, porém sem medidas radicais. “Queremos tornar as corridas mais puras e melhorar o espetáculo, mas devemos agir com precisão”, declarou o dirigente.
O austríaco lembrou experiências anteriores em que decisões precipitadas não trouxeram os resultados esperados. “Estamos apenas na terceira corrida da temporada e, em outras ocasiões, mudanças erráticas fizeram a categoria exagerar; depois vimos que não funcionou”, disse.
Entre as prioridades, Wolff citou uma classificação mais empolgante, avanços na segurança e preservação das ultrapassagens. Ele ressaltou que possíveis soluções já estão em desenvolvimento e podem ser validadas no encontro desta manhã.
O chefe da Mercedes concluiu que o processo continuará aberto caso novos ajustes se mostrem necessários no futuro, mas se declarou confiante de que o caminho atual está bem definido.
Com informações de Autoracing



