A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) saiu em defesa das regras técnicas e esportivas introduzidas na temporada 2026 da Fórmula 1, mesmo depois de promover alterações menos de quatro meses após o início do campeonato. A entidade considera o começo da “nova era” positivo, apesar das críticas levantadas por equipes e pilotos nas três primeiras etapas do ano.
O principal ponto de debate envolve as novas unidades de potência híbridas, que passaram a dividir igualmente a geração de energia entre o motor a combustão e o sistema elétrico (50% para cada). A mudança aumentou o número de ultrapassagens, mas também gerou diferenças acentuadas de velocidade entre os carros e expôs a forte dependência da gestão de energia durante as provas.
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, lembrou que a dimensão da reforma já previa desafios. “Esses regulamentos de 2026 são uma das maiores mudanças da história da Fórmula 1. Sabíamos que enfrentaríamos obstáculos e sempre dissemos que faríamos uma revisão após as primeiras corridas”, afirmou.
A paralisação forçada de cinco semanas no calendário permitiu que a FIA discutisse ajustes com equipes, fabricantes de motores e representantes dos pilotos. As revisões englobam pontos específicos das sessões de classificação, das corridas e dos procedimentos para provas em pista molhada.
Tombazis destacou que a meta foi refinar, e não reformular, o texto original. “As primeiras corridas trouxeram disputas próximas e ultrapassagens, mas havia áreas que exigiam intervenção. Buscamos evolução e aprimoramento, não uma revolução”, explicou. Segundo o dirigente, os pilotos apresentaram um posicionamento unificado, cobrando melhorias na condução dos carros e em aspectos de segurança — demandas consideradas essenciais pelo órgão regulador.
Com informações de F1Mania.net



