Johnny Herbert declarou que Lewis Hamilton, aos 41 anos, precisa avaliar com franqueza o momento de encerrar a carreira na Fórmula 1. O ex-piloto britânico comentou o tema neste domingo, 26 de abril de 2026, salientando que a decisão exige reflexão sobre o nível de competitividade alcançado nesta fase da trajetória.
Segundo ano de Hamilton na Ferrari
Heptacampeão mundial, dono de 105 vitórias e figura entre os maiores nomes da categoria, Hamilton cumpre a segunda temporada pela Ferrari. Apesar de ainda colecionar resultados relevantes — incluindo o primeiro pódio com a equipe, obtido no GP da China — o debate sobre seu futuro volta a ganhar força.
“Seja honesto”, aconselha Herbert
Herbert explicou que o desempenho de qualquer piloto tende a mudar com o tempo e, por isso, é necessário reconhecer quando a pilotagem deixa de ser tão natural quanto antes. “Provavelmente a única coisa que eu diria, se estivesse próximo dele, seria: seja honesto”, afirmou. “Chega um ponto em que você precisa dizer: não está mais como antes, e eu preciso parar.”
Impacto da comparação interna
O comentarista lembrou que dividir a garagem com Charles Leclerc, nove anos mais jovem, acelera a percepção sobre eventuais quedas de rendimento. A distância entre os dois na tabela de 2026 é curta: Hamilton ocupa a quarta posição, sete pontos atrás do monegasco.
Ciclo comum entre campeões
Herbert citou exemplos clássicos — como Emerson Fittipaldi, Jackie Stewart, Jim Clark, Nelson Piquet, Nigel Mansell, Michael Schumacher e Mika Häkkinen — para ilustrar que todos os grandes nomes enfrentam o mesmo dilema. “Eles evoluem, tornam-se mais completos, mas essa curva não é infinita”, comentou. “Em determinado momento, tudo deixa de ser tão fácil.”
Enquanto o debate sobre aposentadoria prossegue, Hamilton segue motivado e competitivo, buscando ampliar o histórico de conquistas com a escuderia italiana.
Com informações de Autoracing



