A temporada de 2026 da Fórmula 1 transformou a rotina de classificação em um exercício de paciência e cálculo, segundo Oscar Piastri. O piloto da McLaren afirmou que o mais rápido já não é, necessariamente, quem força o ritmo do início ao fim da volta.
Gerenciamento antes do ataque
Com o novo regulamento técnico, os competidores precisam administrar a liberação de energia elétrica para obter o melhor tempo. “Há momentos em que é preciso desacelerar para ser veloz no conjunto da volta”, explicou Piastri, apontando que detalhes antes ignorados agora fazem diferença.
Análise de dados inédita
O australiano relatou que engenheiros e pilotos passaram a vasculhar conjuntos de informações “pouco intuitivas” para definir o instante exato de reacelerar em cada trecho. “Nunca tivemos de pensar nisso em uma volta lançada”, observou.
Resposta variável do conjunto híbrido
O comportamento da bateria e da unidade de potência muda de acordo com a velocidade da curva e a forma de condução, destacou Piastri. A consequência é a frustração de ter de abandonar, em certos momentos, o estilo tradicional de pilotar no limite.
Tentativa e erro
Para o piloto, a adaptação passa por repetidos testes. “É aí que está a maior parte do ganho de tempo agora”, disse, acrescentando que ajustes previstos para o Grande Prêmio de Miami — entre eles a redução do limite de recuperação de energia — podem devolver algum equilíbrio e permitir voltas mais próximas do limite puro de desempenho.
Com informações de F1Mania.net



