Juan Pablo Montoya acredita que a alteração no procedimento de largada da Fórmula 1, válida a partir do Grande Prêmio de Miami, deve favorecer os carros equipados com unidade de potência Mercedes e diminuir um ponto forte da Ferrari.
A mudança foi definida em acordo entre FIA, FOM, equipes e pilotos para aumentar a segurança, reduzir ultrapassagens artificiais e permitir voltas de classificação mais agressivas. O novo sistema libera mais cedo a energia elétrica do MGU-K quando um carro tem dificuldade para arrancar, dando impulso extra logo nos primeiros metros.
Incidentes motivaram ajuste
O debate ganhou força após o GP da Austrália, no qual Franco Colapinto evitou colisão quando Liam Lawson partiu de forma muito lenta, criando situação de risco no grid. Com a estreia da regra em Miami, a organização espera limitar episódios semelhantes já na primeira volta.
Benefício às equipes com motor Mercedes
Para Montoya, a liberação antecipada de potência elimina uma fraqueza recorrente dos carros com propulsor Mercedes. “Pessoalmente, acho que o modo como vão administrar a energia na largada ajuda a Mercedes, não apenas a equipe, mas todos que utilizam o motor”, disse o ex-piloto colombiano.
Ferrari pode perder terreno
A Ferrari, segundo Montoya, vinha se destacando justamente pelo desempenho inicial, vantagem que tende a ser neutralizada. “Se observarmos, os carros com motor Mercedes não largavam bem; agora esse cenário deve mudar, tirando um pouco da força da Ferrari nas primeiras voltas”, completou.
A regra passa a valer já neste fim de semana em Miami, quando será possível perceber o impacto real do novo procedimento na disputa entre as principais fabricantes.
Com informações de Autoracing



