Rob Marshall, projetista-chefe da McLaren, afirmou que observar e, quando possível, reproduzir soluções de outras equipes faz parte da essência técnica da Fórmula 1. A declaração foi dada nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, às 9h39.
Processo de triagem
Segundo o engenheiro, todo componente visto no paddock passa por uma análise inicial: se não infringe o regulamento e pode se adaptar ao projeto do MCL40, segue para estudos em CFD ou em túnel de vento. “Avaliamos praticamente tudo o que os adversários fazem”, disse.
Pacote de atualizações a caminho
A equipe britânica prepara um pacote “agressivo” de novas peças para o MCL40, previsto para ser introduzido nos GPs de Miami e do Canadá. Entre as soluções que chamaram atenção nos boxes estão conceitos da Ferrari, da Audi e da Aston Martin — em especial a asa traseira “Macarena” da Ferrari.
Exemplo histórico
Marshall citou o difusor duplo de 2009, lançado por Brawn, Toyota e Williams, como prova de que copiar pode render ganhos significativos. Após a FIA considerar o sistema legal, o restante do grid rapidamente adotou a ideia, colhendo benefícios imediatos de desempenho.
Entender antes de reproduzir
O engenheiro ressaltou, porém, que replicar uma peça não basta. “Sem compreender o objetivo da solução, a implementação tende a falhar”, observou. Para ele, o verdadeiro valor está no aprendizado interno gerado pelo estudo das inovações alheias.
Marshall concluiu que, na F1 moderna, algumas novidades nascem dentro das próprias equipes, mas muitas vêm da observação constante dos concorrentes. Para a McLaren, esse intercâmbio técnico segue sendo ferramenta fundamental de desenvolvimento.
Com informações de Autoracing



