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Tombazis afirma que F1 não pode ficar refém das montadoras nas decisões técnicas

27 de abril de 2026 – O diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, declarou que a Fórmula 1 não permitirá que as fabricantes de motores determinem sozinhas o rumo dos regulamentos técnicos da categoria.

Independência regulatória

Tombazis ressaltou que a FIA busca preservar a autonomia esportiva e evitar mudanças motivadas apenas pelos interesses das montadoras. “Precisamos proteger o campeonato de decisões tomadas com base em estratégias comerciais que podem mudar a qualquer momento”, afirmou.

Regulamento de 2026 sob pressão

As regras aprovadas para 2026 nasceram em meio à crescente demanda por eletrificação. A divisão de potência ficou estabelecida em 54% para o motor de combustão interna e 46% para o sistema elétrico MGU-K. O pacote também abriu caminho para a entrada da Audi e incentivou o retorno oficial da Honda, além de receber apoio de Mercedes, Ferrari, Ford, Red Bull Powertrains e Cadillac.

Resultados abaixo do esperado

Apesar do novo formato, as unidades de potência ainda não entregaram o desempenho previsto. Discussões sobre o conjunto de regras seguinte, planejado para 2031, já começaram. Ajustes menores foram aplicados e modificações mais significativas entrarão em vigor no GP de Miami, mas analistas consideram as medidas insuficientes.

Debate sobre V8 e combustíveis sustentáveis

A pressão por um retorno dos motores V8, agora abastecidos por combustíveis totalmente sustentáveis, ganhou força. Tombazis reconhece que o entusiasmo global com a eletrificação diminuiu, cenário que pode favorecer novamente o motor a combustão. “O ambiente político mudou. A previsão de banir motores a combustão até 2033, sobretudo na Europa, não deve se confirmar”, disse.

Custo e planejamento de longo prazo

Para o dirigente, a FIA precisa reduzir despesas e garantir que a F1 não fique vulnerável à saída repentina de marcas. Ele lembra que o desenvolvimento de uma unidade de potência leva anos; por isso, o debate sobre o próximo ciclo técnico já começou, mesmo com poucas corridas disputadas na temporada.

Som dos carros não preocupa

Tombazis descarta receio quanto ao aumento do ruído caso motores mais potentes retornem. Segundo ele, “é sempre mais fácil diminuir o barulho se necessário; o contrário é muito mais complicado”. O diretor cita o impacto positivo que carros antigos causam no público em eventos de exibição.

No momento, a FIA monitora fatores econômicos e tecnológicos para definir o caminho da categoria, mantendo a meta de atrair novas montadoras sem comprometer a estabilidade do esporte.

Com informações de Autoracing

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