A Fórmula 1 volta à ação nos Estados Unidos após uma pausa prolongada no calendário. A quinta edição do Grande Prêmio de Miami será disputada no próximo fim de semana em um circuito de rua montado nos arredores do Hard Rock Stadium, casa do Miami Dolphins.
Traçado e pneus
O Autódromo Internacional de Miami possui 5,412 km, 19 curvas e três retas extensas, totalizando 57 voltas na corrida principal. Como o asfalto foi recapeado e apresenta baixa rugosidade, a Pirelli escolheu os compostos C3, C4 e C5 – os mais macios de seu portfólio – esperando evolução rápida de aderência conforme a borracha se acumula na pista.
Sprint e imprevisibilidade do clima
A etapa americana também inclui corrida Sprint. Em 2025, o asfalto mostrou capacidade de secar rapidamente: mesmo sob forte chuva antes da largada, os pilotos trocaram pneus intermediários por slicks poucas voltas depois. A expectativa é de que as equipes monitorem o céu em tempo integral, pois uma decisão equivocada de pneus pode custar posições preciosas.
Estrategistas de prontidão
Historicamente, a degradação dos pneus em Miami é limitada, favorecendo stints longos e, na maior parte dos casos, apenas uma parada nos boxes. Entretanto, por se tratar de um traçado urbano, a chance de bandeiras amarelas ou intervenção do Safety Car permanece alta, exigindo atenção constante das equipes.
Retrospecto
Em 2025, Oscar Piastri levou a McLaren à vitória com tática simples, largando com pneus médios ou duros e parando por volta da metade da prova. O circuito já teve quatro GPs: Max Verstappen venceu dois, enquanto Lando Norris conquistou sua primeira vitória em 2024 e Piastri triunfou no ano passado. Apesar do bom desempenho nas corridas, a equipe de Woking ainda não largou da pole em Miami. Verstappen soma duas poles; Charles Leclerc e Sergio Pérez dividiram as outras.
A briga pela posição de honra no grid e o duelo estratégico ao longo das 57 voltas prometem manter a torcida em suspense na Flórida.
Com informações de AutoRacing



