Miami (EUA) – As alterações técnicas introduzidas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para a temporada 2026 da Fórmula 1 estrearam no último domingo (4) no GP de Miami, mas, segundo os três primeiros colocados da prova, o impacto foi mínimo. Lando Norris, Kimi Antonelli e Oscar Piastri afirmaram que os ajustes pouco mudaram o comportamento das unidades de potência.
Expectativa x realidade
O novo pacote regulamentar foi concebido para reduzir o chamado “superclipping” — quando há grande variação de potência entre diferentes modos de motor — e, assim, evitar disparidades de velocidade que dificultam ultrapassagens. A meta era permitir aceleração plena e disputas mais naturais ao longo das voltas.
Na avaliação dos pilotos, porém, os benefícios ficaram restritos principalmente à sessão classificatória.
Opiniões dos líderes da corrida
Oscar Piastri reconheceu leve melhora no gerenciamento de energia em voltas rápidas, mas destacou que os antigos problemas permanecem na prova longa. “A redução no limite de recuperação ajudou um pouco, mas não resolveu tudo”, comentou o australiano. Durante a disputa, ele relatou diferenças bruscas de velocidade, citando a manobra de George Russell: “Em um momento ele estava um segundo atrás e, no fim da reta, conseguiu a ultrapassagem”.
Kimi Antonelli seguiu linha semelhante. O italiano considerou a classificação “mais natural”, porém notou abismos de rendimento nas etapas de corrida. “Como o carro reage mais devagar, é preciso antecipar movimentos e confiar no competidor à frente”, afirmou.
Lando Norris adotou tom mais contundente. Para o britânico, a atual configuração penaliza quem tenta forçar o limite do equipamento. “Se você tenta andar no máximo o tempo todo, acaba sendo prejudicado. Talvez a solução extrema seja eliminar a bateria”, sugeriu, indicando esperar novas intervenções da categoria.
Próximos passos
Mesmo avaliando positivamente o diálogo entre FIA, equipes e fabricantes, Piastri e Antonelli alertaram que novas mudanças devem enfrentar restrições do hardware existente, sem prazo definido para correção completa.
Outro ponto levantado é a característica do traçado de Miami, considerado eficiente em termos energéticos. Por isso, ainda não se sabe se outras pistas — menos favoráveis — acentuarão ou reduzirão os efeitos observados.
Com declarações convergentes dos três protagonistas da corrida, o consenso é de que a Fórmula 1 continuará a buscar ajustes para equilibrar desempenho e facilitar disputas na era das unidades de potência de 2026.
Com informações de Autoracing



