O chefe da equipe Mercedes na Fórmula 1, Toto Wolff, declarou durante o fim de semana do Grande Prêmio de Miami que a montadora está aberta a discutir alterações nas regras de motores previstas para os próximos anos. A posição busca conciliar alto desempenho, viabilidade financeira e exigências de sustentabilidade.
Interesse em evoluir o regulamento
Segundo Wolff, a Mercedes não se opõe a mudanças apesar do atual sucesso dos seus propulsores. O motor alemão levou a equipe oficial aos títulos de construtores entre 2014 e 2020 e voltou a vencer a disputa em 2026. Além disso, equipou a McLaren nas campanhas vitoriosas de 2024 e 2025.
“A longo prazo, estamos abertos a novas regulamentações”, afirmou o dirigente. Ele lembrou o apreço interno pelos antigos V8 de alta rotação, mas destacou que qualquer futura configuração precisa manter ligação com a realidade tecnológica e ambiental.
Equilíbrio entre combustão e eletrificação
Wolff propôs um sistema híbrido mais simples e potente, capaz de entregar cerca de 800 cv pelo motor a combustão interna e mais 400 cv — ou até acima disso — provenientes da parte elétrica. “Desde que o debate seja estruturado e considere a situação financeira das montadoras, estamos totalmente dispostos a seguir em frente”, declarou.
O austríaco também pontuou que usar somente combustão a partir de 2030 poderia “parecer ridículo”, reforçando a necessidade de equilíbrio entre performance e responsabilidade ambiental.
Para o chefe da Mercedes, um planejamento sólido envolvendo todas as partes interessadas é fundamental. “Se o processo for bem executado, podem contar com a Mercedes para entregar novamente um verdadeiro motor de corrida”, concluiu.
Com informações de Autoracing



