Os novos carros previstos para a temporada 2026 da Fórmula 1 continuam dividindo opiniões, mas dois dos principais dirigentes do grid saíram em defesa do pacote técnico. Mattia Binotto, representante da Audi, e Fred Vasseur, chefe da Ferrari, afirmaram que o descontentamento dos pilotos não é tão amplo quanto se vem divulgando.
As queixas ganharam força nas primeiras corridas de 2024, especialmente por causa da configuração híbrida que, a partir de 2026, prevê uma divisão quase igual de potência entre combustão e eletricidade nos motores V6. O novo desenho exige maior atenção ao gerenciamento de energia e alterou o estilo de pilotagem dos competidores.
Além das críticas à dinâmica de condução, o acidente entre Oliver Bearman e Franco Colapinto em Suzuka levantou dúvidas sobre segurança, já que a diferença de velocidade entre carros em distintos modos de uso de energia ficou evidente.
Ajustes da FIA em Miami
No fim de semana do Grande Prêmio de Miami, a FIA apresentou refinamentos ao regulamento para amenizar as principais preocupações de equipes e pilotos. Na sexta-feira anterior à corrida, foi confirmado um acordo com fabricantes e times para mudanças evolutivas em 2027, aumentando a parcela de potência gerada pela combustão.
Binotto: “Ainda é Fórmula 1”
Durante a coletiva de chefes de equipe em Miami, Binotto classificou como exagerada a ideia de que os ajustes são insuficientes. “Não acelerar com o pedal totalmente aberto não é motivo para alarme”, comparou, recordando épocas em que o gerenciamento de combustível também era determinante.
Segundo ele, os pilotos ligados à Audi aprovam o rumo tomado. “Eles estão muito positivos com as regras e gostando do carro”, disse. Para o italiano, o desafio continua inalterado: “Ainda é Fórmula 1, ainda é disputa por volta rápida e posições em pista”.
Vasseur vê padrão em períodos de mudança
Vasseur endossou as palavras do ex-colega de Ferrari. Mesmo com Charles Leclerc entre os mais críticos, o francês lembrou que reclamações intensas costumam surgir sempre que há novas regras. “Temos pilotos mais vocais que outros — e isso ocorre em todas as mudanças técnicas”, afirmou.
Ele acrescentou que a postura dos pilotos varia conforme o desempenho: “Quem está brigando na frente, como George Russell ou Kimi Antonelli, talvez fale menos do que quem está mais atrás”.
Apesar da defesa pública, a Fórmula 1 já discute alterações para 2027, movimento alinhado ao objetivo do presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, de trabalhar por um eventual retorno dos motores V8 até 2031.
Com informações de F1Mania



