Carlos Sainz declarou que pretende ser menos contundente em público ao comentar o regulamento da Fórmula 1 para 2026, embora continue insatisfeito com o comportamento dos carros, sobretudo nas sessões de classificação.
Antes do Grande Prêmio de Miami, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) promoveu ajustes para melhorar a gestão de energia das unidades de potência tanto na tomada de tempos quanto nas corridas. As mudanças incluíram aumento da temperatura dos pneus intermediários em pista molhada e alterações no uso da parte elétrica do motor.
Para o piloto da Williams, o pacote ainda está longe do ideal. “Na classificação, ainda temos muito trabalho pela frente. Vou tentar não criticar publicamente, mas sigo insistindo que o sistema não está bom o bastante para a Fórmula 1”, afirmou.
Administração de energia segue alvo de reclamações
Pilotos continuam apontando que, em vez de acelerar ao máximo nas voltas rápidas, precisam priorizar a economia de energia. O modelo atual, segundo eles, penaliza quem entra forte nas curvas, pois o consumo extra reduz a carga disponível para as retas. Muitos competidores também diminuem propositalmente o ritmo na última curva antes da volta lançada para conservar eletricidade.
Mesmo com a atualização recente, diversos problemas foram relatados em Miami. Alex Albon, companheiro de equipe de Sainz, precisou aliviar a velocidade para abrir passagem ao espanhol durante a classificação e acabou prejudicando a própria volta. “O software exige que tudo esteja em posições específicas no início da volta. Quando deixei o Carlos passar, acumulei energia demais e estraguei meu tempo”, explicou o tailandês, calculando ter perdido cerca de quatro décimos já na primeira curva.
Por enquanto, Sainz pretende seguir cobrando soluções de forma menos pública, mas reforça que a questão permanece em pauta entre os pilotos.
Com informações de F1Mania.net



