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FIA prepara ajuste emergencial no regulamento de motores da Fórmula 1 para 2027

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) deu início a mudanças pontuais no regulamento de motores da Fórmula 1 com validade a partir da temporada 2027. O objetivo é evitar desequilíbrios no uso de energia que poderiam comprometer o espetáculo e a competitividade dos carros previstos para 2026.

Mais potência ao motor a combustão

De acordo com Nikolas Tombazis, diretor técnico da FIA, o plano é acrescentar cerca de 50 kW de potência ao motor de combustão interna e, em contrapartida, reduzir em proporção semelhante a entrega do sistema elétrico nas retas. A alteração, segundo ele, corrige o risco de esgotamento rápido das baterias em determinadas condições de corrida.

“Percebemos que a distribuição inicial de energia poderia levar a uma descarga muito precoce da bateria”, explicou Tombazis à revista alemã Auto Motor und Sport. “Ao dar um pouco mais de margem ao motor de combustão a partir de 2027, criamos uma base mais estável para o gerenciamento de energia.”

Pressão de pilotos e equipes

Nos últimos meses, pilotos reclamaram de excesso de lift and coast (alívio no acelerador) e estratégias defensivas de economia de energia, sobretudo nas retas, o que dificultaria as disputas roda a roda. A FIA decidiu, então, revisar a divisão de potência que hoje prevê 50% de contribuição elétrica e 50% de combustão.

Apesar do ajuste, Tombazis ressaltou que a categoria continuará híbrida. “Nosso objetivo não é enfraquecer o conceito; precisamos apenas garantir que os pilotos possam atacar nas retas sem operar unicamente de forma defensiva”, afirmou.

Implementação apenas em 2027

As equipes já estão com os projetos de 2026 praticamente congelados, razão pela qual a entidade descartou antecipar a mudança. A adoção em 2027 dará tempo suficiente para fabricantes adaptarem seus conceitos sem acelerar cronogramas.

Tombazis classificou a medida como “um refinamento evolutivo, não uma revolução”, e reforçou que o intuito é assegurar corridas mais dinâmicas sem abandonar os princípios de eficiência energética.

Com informações de Autoracing

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