18 de maio de 2026, 8h55 – Helmut Marko, ex-consultor esportivo da Red Bull, voltou a criticar o pacote técnico adotado pela Fórmula 1 em 2026. Em entrevista ao portal alemão Motorsport-Magazin, o austríaco declarou que a fase de classificação perdeu parte de seu atrativo desde a estreia da nova geração híbrida.
Energia no centro das atenções
Para Marko, o excesso de gerenciamento energético passou a ditar o ritmo da volta rápida, substituindo a busca pelo limite mecânico do carro. Na avaliação do dirigente, a prioridade agora é dosar a recuperação e o consumo de bateria, enquanto frenagens tardias e aceleração plena na saída de curvas – características históricas da categoria – ficaram em segundo plano.
Impacto nas corridas
Embora veja pontos positivos nas provas, ele afirma que a emoção aparece apenas em situações pontuais do regulamento atual. Marko cita a largada como exemplo, destacando a vantagem da Ferrari na fase inicial das disputas. No entanto, aponta que as manobras de ultrapassagem “já não lembram o que se via no passado”.
FIA já promoveu ajustes
Após queixas de pilotos sobre excesso de recuperação de energia, lift-and-coast e diferenças de velocidade nas retas, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) implementou mudanças de emergência antes do GP de Miami. Segundo Marko, as correções trouxeram melhora modesta, mas o trabalho precisa continuar.
Mais motor a combustão, menos parte elétrica
O austríaco defende que a participação do motor elétrico seja reduzida gradualmente, devolvendo protagonismo ao propulsor a combustão. Ele relembra que o regulamento foi concebido para atrair montadoras como Porsche e Audi – e, depois, a Cadillac – mas acredita que a transição para combustíveis neutros em carbono já justifica um retorno de potência térmica.
Uso pessoal de carro elétrico
Apesar das críticas, Marko ressalta não ser contrário à eletrificação. O ex-piloto conta que dirige um Mini E no dia a dia e considera o modelo prático em grandes centros pela oferta de pontos de recarga. Ainda assim, aponta perda de autonomia no inverno e diz que, fora das cidades, prefere outra solução.
As discussões sobre o regulamento de 2026 seguem abertas, e a FIA estuda novos ajustes para equilibrar desempenho, sustentabilidade e espetáculo nas pistas.
Com informações de Autoracing



