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Stella alinha McLaren a Verstappen e pressiona por novo equilíbrio de potência na F1

Andrea Stella, chefe da McLaren, manifestou apoio público a Max Verstappen e reforçou a necessidade de rever o regulamento dos motores da Fórmula 1. O dirigente defendeu a proposta que altera a divisão de potência das unidades híbridas de 50/50 para 60/40 a favor do motor a combustão.

Entendimento preliminar pós-Miami

Logo após o Grande Prêmio de Miami, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) informou ter alcançado um acordo inicial com todas as fabricantes para adotar o novo modelo de distribuição energética a partir de 2026. Apesar do avanço, parte do paddock resiste. Algumas companhias, como a Audi, argumentam que o projeto em curso exigiria grandes investimentos adicionais.

Outra controvérsia envolve o sistema ADUO, apontado por equipes como possível benefício às marcas que hoje estão atrás no desenvolvimento dos propulsores.

Verstappen quer decisão rápida

Max Verstappen foi um dos primeiros a cobrar ação imediata da FIA. O holandês alertou que, caso nada mude, a temporada seguinte pode se tornar “muito longa” e até inviável para ele do ponto de vista mental. O tricampeão mundial acusou rivais de querer barrar ajustes por vantagem competitiva e pediu firmeza também à Formula One Management (FOM).

McLaren mira pacote completo para 2027

Durante o fim de semana do GP do Canadá, em Montreal, Stella voltou a defender mudanças estruturais nos motores: “Precisamos de um novo hardware que se traduza nesse 60/40, ainda que o tema seja mais complexo”. O italiano avaliou que ampliar o fluxo de combustível, redistribuir a energia elétrica e revisar capacidade de bateria formam um pacote vital para preservar o espetáculo.

Segundo o chefe da McLaren, o valor comercial e esportivo da categoria deve prevalecer sobre interesses individuais: “Se não tivermos um bom esporte, todos perdem”. Ele mostrou confiança na construção de um consenso que viabilize a revisão proposta pela FIA.

Dificuldades nas disputas em pista

Stella relatou que os pilotos enfrentam limites impostos pela atual gestão de energia. Para ele, a capacidade de alcançar e ultrapassar adversários é afetada porque cada carro libera potência elétrica em momentos distintos. “Trabalhamos para acelerar cedo na saída das curvas, mas outro competidor recupera ao usar mais deployment adiante”, contou.

O dirigente concluiu que a Fórmula 1 tem uma “oportunidade clara” de corrigir a situação quando o regulamento de 2027 entrar em vigor.

Com informações de Autoracing

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