Montreal (25/05/2026) – Lewis Hamilton voltou a questionar publicamente o regulamento de motores previsto para a temporada 2026 da Fórmula 1, aumentando a pressão sobre a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) após o GP do Canadá.
O heptacampeão, segundo colocado na prova de domingo, classificou a atual diretriz como “não representativa do automobilismo” e relembrou a era dos motores V8 e V10, quando, em suas palavras, “o motor permanecia no limite até o fim da reta”.
Fabricantes divididas
A discussão ganhou fôlego porque Ferrari e Audi teriam resistido a reduzir o peso da parte elétrica das unidades de potência. Como alternativa, a categoria avalia uma nova composição para 2027, com 60 % de combustão e 40 % de eletrificação.
Ameaça de Verstappen
Max Verstappen aproveitou a polêmica para reiterar que pode deixar a F1 se mudanças significativas não forem aprovadas.
Pilotos engrossam coro
Lance Stroll, da Aston Martin-Honda, foi direto: “Se dependesse de mim, não existiria bateria alguma”. Já Carlos Sainz, piloto da Williams e diretor da GPDA, afirmou que a divisão 60:40 “ainda não é suficiente para os pilotos” e defendeu que a parte elétrica seja apenas “complementar”.
Equipes pedem rapidez
McLaren e Red Bull pressionam por alterações imediatas para preservar o espetáculo. Andrea Stella, chefe da equipe de Woking, disse que “o interesse coletivo deve prevalecer sobre vantagens individuais”.
A Mercedes declara estar aberta a negociações, mas integrantes do paddock acreditam que a montadora prefere poucas mudanças após mais um fim de semana dominante.
Russell elogia carros atuais
George Russell, que abandonou a liderança em Montreal, defendeu o regulamento vigente. Segundo ele, a disputa roda a roda com Kimi Antonelli comprova que os carros de 2026 favorecem o entretenimento. “Não sei por que alguém quer mudar as regras”, comentou, citando também as boas batalhas em Melbourne e Xangai.
Domenicali e o possível retorno dos V8
O CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, revelou apoio a ajustes para 2027 e à possibilidade de reintroduzir motores V8 aspirados entre 2030 e 2031. “Sou 1.000 % favorável ao V8”, declarou ao jornal L’Équipe.
O bicampeão Emerson Fittipaldi endossou a ideia de motores mais barulhentos, mas pediu cautela: “A F1 sempre será F1”. Questionado sobre o que mais sente falta, respondeu sem hesitar: “Motores aspirados”.
O debate sobre o futuro das unidades de potência deve seguir intenso nos próximos meses, com pilotos, equipes, fabricantes e promotores tentando equilibrar avanço tecnológico, sustentabilidade e o espetáculo na pista.
Com informações de Autoracing



