A discussão sobre a revisão das unidades de potência da Fórmula 1 a partir de 2027 segue sem consenso entre as montadoras, e a Honda optou por não revelar publicamente seu posicionamento, mantendo dúvidas sobre o futuro de Max Verstappen na categoria.
Em maio, logo após o Grande Prêmio de Miami, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) informou ter alcançado um “acordo de princípio” para alterar a divisão de energia das futuras unidades de potência de 50/50 para 60/40 entre motor elétrico e combustão. A mudança pretende diminuir a dependência das baterias e evitar que os pilotos reduzam o ritmo durante a volta para recarregar energia.
Apesar do entendimento de que ajustes são necessários, os fabricantes divergem sobre a data de implementação. Red Bull e Mercedes defendem a introdução já em 2027, enquanto outras montadoras preferem adiar para 2028. Para que a alteração seja aprovada, é preciso o aval de quatro dos seis fabricantes inscritos – entre eles a Cadillac – cenário que, no momento, parece distante.
Audi seria uma das marcas contrárias à antecipação, citando custos adicionais estimados em 10 milhões de dólares para adequar novamente os motores. Outro ponto de tensão envolve o programa ADUO, que concede atualizações extras a fabricantes em desvantagem técnica. Caso o fluxo de combustível aumente em 2027, o mecanismo teria de ser encerrado, motivo de preocupação para equipes como a Ferrari.
Questionado sobre a posição da Honda, Shintaro Orihara, gerente geral de operações de pista da empresa japonesa, preferiu não confirmar o voto. “Estamos ouvindo a decisão da FIA, então aguardamos a definição deles”, afirmou. Pressionado sobre o tema, resumiu: “É uma grande reformulação. É difícil dizer.”
Max Verstappen já indicou que pode deixar a F1 se o plano não avançar. Em Montreal, o tricampeão mundial declarou que a categoria “precisa ser mais pura” e que vê a proposta como “o mínimo necessário” para tornar as corridas mais naturais. O chefe da McLaren, Andrea Stella, apoiou a postura do holandês, alertando que o valor da F1 pode ser afetado caso prevaleçam interesses individuais.
Com informações de F1Mania



