27 de maio de 2026 – 10h13 – Kimi Raikkonen quebrou o silêncio sobre a rápida ascensão de Andrea Kimi Antonelli e afirmou que o italiano tem chances reais de ser campeão mundial já nesta temporada.
Quatro vitórias e 43 pontos de vantagem
Piloto da Mercedes, Antonelli lidera o campeonato com 43 pontos à frente do segundo colocado, após emendar quatro triunfos consecutivos. O desempenho dominante chamou a atenção do finlandês, campeão de 2007, que raramente concede entrevistas desde que deixou a Fórmula 1 no fim de 2021.
Nome em comum é “coincidência trivial”
No paddock, o fato de o italiano também se chamar Kimi gera especulações sobre uma possível homenagem. Raikkonen minimizou: “Acho que é apenas uma coincidência trivial. Ele é realmente muito bom”, declarou ao jornalista italiano Leo Turrini, em coluna do Quotidiano Nazionale.
Talento comprovado
Residindo perto do Lago de Garda, onde acompanha a carreira de kart do filho Robin, o ex-piloto afirmou que ninguém vence quatro GPs seguidos sem algo especial: “Os números de Antonelli impressionam. Ter o carro certo importa, mas isso sempre fez parte da F1”.
Confiança decisiva
Questionado sobre a possibilidade de o jovem de 19 anos erguer a taça ainda em 2026, Raikkonen foi direto: “Sim. E, acima de tudo, ele acredita nisso. Dá para notar pela forma como encara cada fim de semana”.
Comparação com Piastri
Raikkonen elogiou a maturidade do italiano sob pressão e citou Oscar Piastri como exemplo oposto: “Em 2025, parecia que Piastri tinha o título nas mãos, mas ele não lidou bem com a pressão. Antonelli não cairá na mesma armadilha”.
Verstappen segue como referência
Apesar dos elogios ao piloto da Mercedes, o finlandês apontou Max Verstappen como o maior talento do grid: “Max é um fenômeno. Vi sua primeira vitória na Espanha, bem na minha frente, e percebi o nascimento de uma estrela”.
Jejum da Ferrari
Último campeão da Ferrari, Raikkonen lembrou que a equipe não vence o campeonato de pilotos desde 2007: “Quando saí em 2018, esperava que encontrassem rapidamente meu sucessor. Ainda não aconteceu, mas vejo sinais encorajadores”.
Fora das pistas, o ex-piloto mantém rotina discreta ao lado da família enquanto observa a evolução de Robin no kartismo europeu: “O tempo dirá se a paixão dele virará carreira. Por enquanto, não coloco pressão”.
Com informações de Autoracing



