O ex-chefe da Haas, Gunther Steiner, destacou o trabalho de Toto Wolff após o Grande Prêmio do Canadá, realizado no último fim de semana no Circuito Gilles Villeneuve. Para Steiner, o dirigente da Mercedes foi “a verdadeira estrela” da etapa por ter autorizado George Russell e Kimi Antonelli a disputarem posição sem ordens de equipe.
Durante a sprint e a corrida principal, Russell e Antonelli travaram batalhas intensas, porém limpas. Na prova curta, o italiano chegou a sair da pista duas vezes; no domingo, voltou a ultrapassar os limites ao tentar atacar o companheiro. Mesmo assim, a equipe manteve silêncio no rádio e não impôs restrições.
Calma sob pressão
No podcast Red Flags, Steiner admitiu que a situação no pit wall costuma ser “extremamente desconfortável” em duelos internos desse nível. “Ele não interferiu, não falou nada, apenas deixou os dois brigando. Vocês não têm ideia de como isso é difícil”, afirmou. Em tom de brincadeira, acrescentou que “a verdadeira estrela do fim de semana deveria ser quem limpou as calças dele depois”, referindo-se ao nervosismo que Wolff possivelmente sentiu, mas não demonstrou.
Intervenção mínima
A única participação pública de Wolff ocorreu na sprint, quando Antonelli reclamou repetidamente do companheiro e pediu punição. O austríaco aconselhou o jovem a discutir o assunto depois da bandeirada, preservando a estratégia de não intervir.
Na corrida principal, o duelo foi abreviado por uma falha na bateria que tirou Russell da liderança. Com o abandono, Antonelli herdou a ponta e conquistou sua quarta vitória consecutiva na temporada.
Para Steiner, a decisão de Wolff valorizou o espetáculo. “Foi isso que tornou tudo ainda mais interessante para os fãs”, concluiu.
Com informações de Autoracing



